Política

Comandante da Marinha critica projeto de deputado do PT que inclui João Candido como Herói da Pátria

Também conhecido como Almirante Negro, o militar brasileiro liderou a Revolta da Chibata

Comandante da Marinha critica projeto de deputado do PT que inclui João Candido como Herói da Pátria
Comandante da Marinha critica projeto de deputado do PT que inclui João Candido como Herói da Pátria
Apoie Siga-nos no

O Comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, se manifestou contra um projeto de lei que pretende inscrever João Candido Filisberto no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria. O militar enviou uma carta à Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados.

Também conhecido como Almirante Negro, João Cândido liderou a Revolta da Chibata, rebelião que aconteceu em novembro de 1910, no Rio de Janeiro, contra os castigos físicos praticados por oficiais brancos em marinheiros afro-brasileiros.

A Revolta da Chibata foi um dos primeiros grandes movimentos de protesto contra o governo no Brasil e ajudou a impulsionar a Reforma Militar de 1911, que melhorou as condições de vida e de trabalho nas Forças Armadas.

Ao questionar o teor do projeto de lei, de autoria do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), Olsen alegou que a Revolta dos Marinheiros “se deu pela ação violenta de abjetos marinheiros”, em violação à hierarquia e à disciplina.

O almirante considerou que a ação dos militares por melhores condições de trabalho mirava “vantagens corporativistas e ilegítimas”. Escreveu também que os castigos físicos praticados nos navios foram reconhecidos, posteriormente, como equivocados e indignos. “Porém, resta notável diferença entre reconhecer um erro e reconhecer um heroísmo infundado”, acrescentou.

O projeto já tramitou no Senado e aguarda votação na Comissão de Cultura da Câmara.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo