Diversidade
Parlamento da Alemanha adota lei que simplifica a mudança de gênero
O texto, um projeto emblemático da coalizão de centro-esquerda de Olaf Scholz, gerou reação de conservadores
O parlamento da Alemanha adotou nesta sexta-feira 12 uma lei que simplifica a mudança de gênero, uma votação considerada um “grande passo” em prol dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e da modernização do país.
O texto, um projeto emblemático da coalizão de centro-esquerda de Olaf Scholz, ainda gera polêmica, especialmente entre a ala conservadora, que o considera muito liberal.
Durante a votação no Bundestag, câmara baixa do Parlamento, 374 deputados votaram a favor da lei, 251 contra e 11 abstiveram-se. Dessa maneira, a lei poderá entrar em vigor sem passar por uma votação no Bundesrat, a câmara alta que reúne os representantes das regiões.
A lei substituirá a legislação dos anos 1980, que considerava a transexualidade uma doença psicológica e que havia sido parcialmente rejeitada pelo Tribunal Constitucional.
A Alemanha junta-se ao clube dos países que adotaram o princípio da autodeterminação, como Bélgica, Espanha, Irlanda, Luxemburgo e Dinamarca, e, a partir de agora, bastará preencher uma declaração no registro civil para mudar de nome e de sexo.
Para menores de 14 anos, os pais ou tutores devem realizar o procedimento. Adolescentes de 14 a 18 anos podem fazer por si mesmos, mas com o consentimento de seus responsáveis.
Um período de análise está previsto e somente após três meses a mudança no estado civil será validada. Para solicitar outra mudança de gênero será necessário aguardar um ano.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
MP de Santa Catarina abre investigação contra prefeito que barrou festival LGBT por ‘princípios cristãos’
Por Wendal Carmo
Novas regras prisionais garantem escolha de unidade a pessoas trans e travestis
Por Caio César


