CartaExpressa
Barroso rejeita pedidos de impedimento de Dino em ações do 8 de Janeiro
Defesas argumentam que o ministro figurava como ‘parte’ dos processos
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, negou pedidos para declarar o ministro Flávio Dino impedido de julgar ações sobre os atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023.
As solicitações partiram das defesas de presos por envolvimento nos atos de depredação e tentativa de golpe de Estado. Elas sustentam que Dino, à época ministro da Justiça, estava diretamente ligado à investigação.
Na arguições de impedimento, os advogados alegam que Dino orientou o presidente Lula (PT) sobre as possibilidades jurídicas de ação contra os golpistas.
Barroso, porém, ressaltou que a demanda “não demonstrou de forma clara, objetiva e específica” quais seriam os interesses de Dino que poderiam impedi-lo de julgar os casos.
“Os fatos narrados na petição inicial não caracterizam, minimamente, as situações legais que impossibilitam o exercício da jurisdição pela autoridade arguida”, reforçou o presidente em três decisões, duas delas assinadas na última quarta-feira 10 e outra em 25 de março.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
STF confirma mais 15 condenações pelo 8 de Janeiro
Por CartaCapital
MPF aponta relação entre crimes impunes da ditadura e o 8 de Janeiro
Por CartaCapital
Como os brasileiros avaliam o trabalho de Moraes no julgamento do 8 de Janeiro, segundo o Datafolha
Por Wendal Carmo



