Tecnologia
Twitter anuncia que pode bloquear tweets em determinados países
Rede social muda posicionamento sobre liberdade de expressão de seus usuários e justifica que países como França e Alemanha proíbem veiculação de conteúdo pró-nazismo
Os administradores da rede social Twitter anunciaram no blog da companhia que já possuem a capacidade de bloquear a publicação de tweets em um determinado país, caso haja a obrigação legal de fazê-lo.
“À medida que continuamos crescendo em nível internacional, vamos entrar nos países que têm diferentes ideias sobre os limites da liberdade de expressão”, afirma o comunicado.
A posição da rede social em anunciar um possível bloqueio de mensagens representa uma mudança de posicionamento. Em 2011, quando as revoluções contra governos autoritários teve início nos países árabes, os manifestantes utilizaram o Twitter para organizar protestos em massa e passar informações sobre o que acontecia nas ruas do Egito e Tunísia, por exemplo.
Durante a Primavera Árabe, como ficaram conhecidas as manifestações, o Twitter se recusou a censurar o conteúdo, destaca a agência de notícias Reuters. “Nossa posição quanto à liberdade de expressão acarreta a responsabilidade de proteger o direito de nossos usuários a falar livremente e sua capacidade de contestar a revelação de informações pessoais sobre eles”, afirmou a empresa, na época.
Mesmo com a mudança, o Twitter justifica que há locais em que as diferenças culturais são muito amplas para permitir a entrada da rede no mercado. “Outros [países] são similares, mas, por razões históricas ou culturais, restringem certos tipos de conteúdo, como a França e Alemanha, que proíbem o conteúdo pró-nazismo”, explica o comunicado.
Segundo o Twitter, antes quando era necessário eliminar uma mensagem, o microblog apagava o tweet em nível mundial. “A partir de hoje, temos capacidade de suprimir o conteúdo de forma relativa de usários em um determinado país, enquanto se mantém disponível no resto do mundo.”
Para fornecer maior transparência ao processo, o Twitter criou um mecanismo para informar aos usuários quando uma mensagem for bloqueada, destaca a Reuters.
Com informações AFP.
Leia mais em .
Os administradores da rede social Twitter anunciaram no blog da companhia que já possuem a capacidade de bloquear a publicação de tweets em um determinado país, caso haja a obrigação legal de fazê-lo.
“À medida que continuamos crescendo em nível internacional, vamos entrar nos países que têm diferentes ideias sobre os limites da liberdade de expressão”, afirma o comunicado.
A posição da rede social em anunciar um possível bloqueio de mensagens representa uma mudança de posicionamento. Em 2011, quando as revoluções contra governos autoritários teve início nos países árabes, os manifestantes utilizaram o Twitter para organizar protestos em massa e passar informações sobre o que acontecia nas ruas do Egito e Tunísia, por exemplo.
Durante a Primavera Árabe, como ficaram conhecidas as manifestações, o Twitter se recusou a censurar o conteúdo, destaca a agência de notícias Reuters. “Nossa posição quanto à liberdade de expressão acarreta a responsabilidade de proteger o direito de nossos usuários a falar livremente e sua capacidade de contestar a revelação de informações pessoais sobre eles”, afirmou a empresa, na época.
Mesmo com a mudança, o Twitter justifica que há locais em que as diferenças culturais são muito amplas para permitir a entrada da rede no mercado. “Outros [países] são similares, mas, por razões históricas ou culturais, restringem certos tipos de conteúdo, como a França e Alemanha, que proíbem o conteúdo pró-nazismo”, explica o comunicado.
Segundo o Twitter, antes quando era necessário eliminar uma mensagem, o microblog apagava o tweet em nível mundial. “A partir de hoje, temos capacidade de suprimir o conteúdo de forma relativa de usários em um determinado país, enquanto se mantém disponível no resto do mundo.”
Para fornecer maior transparência ao processo, o Twitter criou um mecanismo para informar aos usuários quando uma mensagem for bloqueada, destaca a Reuters.
Com informações AFP.
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