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Polícia do Rio apreende carro com R$ 175 mil em espécie e motorista diz que dinheiro é de deputado

Valor, segundo o condutor, pertenceria ao deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ), indiciado por fraudar o certificado de vacinação da família Bolsonaro; ele nega ser o dono do malote

Polícia do Rio apreende carro com R$ 175 mil em espécie e motorista diz que dinheiro é de deputado
Polícia do Rio apreende carro com R$ 175 mil em espécie e motorista diz que dinheiro é de deputado
Dep. Gutemberg Reis (MDB - RJ) Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
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A polícia do Rio de Janeiro interceptou um veículo na Avenida Brasil, uma das principais vias da capital, com 175 mil reais dentro de uma bolsa. A operação foi feita por agentes do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom) da Polícia Militar do Rio.

O motorista do carro, Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, afirmou que desconhecia a origem do dinheiro e alegou ser um assessor do deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ). O dinheiro, alega o motorista, seria do político.

O veículo foi interceptado e os três passageiros foram encaminhados para a 31ª DP (Ricardo de Albuquerque). Após serem ouvidos pelos policiais, eles foram liberados. A polícia informou que abriu uma investigação para apurar os fatos.

Irmão do ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, Gutemberg Reis foi indiciado no mês passado por envolvimento no caso que apura a suposta inserção de dados falsos em sistema da Saúde para falsificação de certificados de vacina da Covid-19 da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Segundo as investigações, Gutemberg teria atuado como suposto intermediador do esquema fraudulento. Os investigadores apontaram, por exemplo, que ele teria fraudado o próprio cartão de vacinação. 

Em maio do ano passado, o parlamentar foi alvo de busca e apreensão na Operação Venire, que levou à prisão o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid.

Sobre o caso do carro apreendido com o valor, Gutemberg Reis disse que o motorista do veículo “lhe prestou serviços freelancer em campanha eleitoral, na área de marketing, mas não possui qualquer vínculo empregatício ou de trabalho atualmente”. Ele também negou que os 175 mil reais sejam seus.

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