Mundo

Irã promete que bombardeio israelense na Síria não ficará sem resposta

O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, advertiu que “o regime perverso sionista será castigado” e o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, afirmou que o “crime covarde não ficará sem resposta”

Irã promete que bombardeio israelense na Síria não ficará sem resposta
Irã promete que bombardeio israelense na Síria não ficará sem resposta
Presidente iraniano Ebrahim Raisi com Ismail Haniyeh, chefe do Hamas em Doha - Foto por Iranian
Apoie Siga-nos no

O Irã afirmou nesta terça-feira (2) que Israel e Estados Unidos responderão pelo ataque de segunda-feira que matou 11 pessoas, incluindo sete membros da Guarda Revolucionária iraniana em Damasco, uma operação que ameaça intensificar ainda mais as tensões no Oriente Médio.

O líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, advertiu que “o regime perverso sionista será castigado” e o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, afirmou que o “crime covarde não ficará sem resposta”.

“Dia após dia, somos testemunhas do fortalecimento da frente de resistência e do desgosto e o ódio das nações livres contra a natureza ilegítima de Israel”, declarou Raisi.

O presidente iraniano condenou o que chamou de “ato desumano, agressivo e desprezível de invasão e violação flagrante das normas internacionais”.

Segundo Raisi, Israel “incluiu os assassinatos indiscriminados na agenda”, depois de ter sofrido “derrotas reiteradas e fracassos contra a fé e a vontade da Frente de Resistência, mas deve saber que nunca alcançará seus objetivos sinistros com meios tão desumanos”.

O bombardeio, atribuído a Israel, contra a seção consular da embaixada iraniana em Damasco deixou 11 mortos, incluindo sete integrantes da Guarda Revolucionária iraniana.

O ataque incluiu “seis mísseis disparados por caças F-35”, segundo Teerã, os primeiros direcionados contra um edifício diplomático iraniano na Síria, um país em guerra civil desde 2011 e onde o Irã e seus aliados apoiam o governo do presidente Bashar al Assad.

O Irã também enviou uma “mensagem importante aos Estados Unidos”, na qual destacou que Washington “deve ser considerado responsável” pelo ataque devido a seu apoio a Israel.

A mensagem, que não teve o conteúdo revelado, foi transmitida a “um funcionário da embaixada da Suíça”, que representa os interesses americanos no Irã, informou o ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir Abdollahian.

Debate na ONU

Os Estados Unidos afirmaram ao Irã que não tiveram envolvimento no ataque ao edifício que abrigava o consulado e a residência do embaixador iraniano na Síria, segundo uma fonte do governo citada pelo site de notícias Axios.

O Conselho de Segurança da ONU programo para esta terça-feira uma sessão pública sobre o ataque, solicitada pelo representante russo no organismo, Dmitri Polianski.

O Irã pediu ao Conselho de Segurança para “condenar este ataque terrorista perpetrado pelo regime israelenses nos termos mais fortes possíveis”.

Teerã, que apoia o governo do presidente Bashar al Assad, prometeu responder ao ataque.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã se reuniu na segunda-feira à noite, na presença de Raisi, e tomou as “decisões necessárias”, informou o governo em um comunicado, sem revelar mais detalhes.

O governo da China condenou nesta terça-feira o bombardeio.

“Não se pode violar a segurança das instituições diplomáticas e é necessário respeitar a soberania, independência e integridade territorial da Síria”, afirmou o porta-voz da

O Iraque destacou que o ataque na Síria pode provocar “mais caos e instabilidade” ao Oriente Médio, em um contexto de temor de que a guerra entre Israel e o movimento palestino Hamas na Faixa de Gaza se transforme em um conflito regional.

O Irã declarou repetidamente seu apoio ao Hamas e acusa Israel de provocar um “genocídio”, mas negou qualquer intervenção direta no conflito.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo