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Parlamento israelense aprova lei que permite proibir Al Jazeera no país

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que utilizará a norma ‘imediatamente’

Parlamento israelense aprova lei que permite proibir Al Jazeera no país
Parlamento israelense aprova lei que permite proibir Al Jazeera no país
Benjamin Netanyahu (Foto: AFP)
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O Parlamento israelense aprovou nesta segunda-feira (1º) uma lei que permite proibir a difusão em Israel da emissora catari Al Jazeera, uma norma que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, utilizará “imediatamente”, declarou ele.

“O canal terrorista Al Jazeera deixará de ser exibido em Israel. Tenho a intenção de atuar imediatamente em conformidade com a nova lei para colocar fim às atividades do canal”, escreveu o premiê israelense na rede social X.

A lei, aprovada por 70 votos a favor e 10 contra, permite proibir a veiculação dos conteúdos de canais estrangeiros e encerrar seus respectivos escritórios em solo israelense.

A Casa Branca afirmou nesta segunda-feira que considera “preocupante” a possível proibição da emissora, segundo um porta-voz.

Em janeiro, Israel acusou um jornalista da Al Jazeera e um freelancer, mortos em um bombardeio em Gaza, de serem “agentes terroristas”. Também afirmou que outro comunicador do canal catari, que ficou ferido em um ataque, era um “vice-comandante da companhia” do movimento islamista Hamas.

A emissora nega as acusações e afirma que Israel ataca sistematicamente seus funcionários e a Faixa de Gaza.

Em dezembro, o diretor de seu escritório neste território palestino, Wael al Dahdouh, ficou ferido em um bombardeio israelense, no qual morreu um cinegrafista do canal.

A guerra em Gaza eclodiu em 7 de outubro, após o ataque dos combatentes do Hamas em Israel, que deixou 1.160 mortos, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP com base em dados israelenses.

Em resposta, as autoridades israelenses prometeram “aniquilar” o grupo islamista, e sua ofensiva aérea e terrestre no território palestino deixaram até o momento 32.845 mortos, segundo o último balanço do Ministério da Saúde de Gaza, governado pelo Hamas desde 2017.

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