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Políticos de 12 países, inclusive o Brasil, assinam carta contra venda de armas a Israel
Os signatários argumentam que proibição ‘deixou de ser uma necessidade moral para se tornar um requisito legal’
Políticos de 12 países, inclusive o Brasil, assinaram uma carta em que defenderam a proibição da venda de armas a Israel, devido aos ataques à Faixa de Gaza.
O deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), representante brasileiro entre os signatários, juntou-se a nomes dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Bélgica, do Canadá, da França, da Alemanha, da Espanha, da Turquia, da Austrália, da Holanda, da Irlanda.
No texto, os mais de 200 parlamentares afirmam que “as nossas bombas e balas não devem ser usadas para matar, mutilar e desapropriar os palestinos” e afirmam que as suas armas e munições têm ajudado “o ataque israelense à Palestina, que custou mais de 30 mil vidas em Gaza e na Cisjordânia”.
Os signatários também escrevem que o embargo de armas “deixou de ser uma necessidade moral para se tornar um requisito legal” e dizem recusar ser “cúmplices da grave violação do direito internacional por parte de Israel”.
“A Corte Internacional de Justiça ordenou que Israel não matasse, prejudicasse ou deliberadamente infligisse aos palestinos condições de vida calculadas para provocar destruição física. Eles recusaram. Em vez disso, prosseguem com um ataque a Rafah, que o secretário-geral das Nações Unidas alertou que irá aumentar exponencialmente o que já é um pesadelo humanitário”, diz a carta.
“Hoje, tomamos uma posição. Tomaremos medidas imediatas e coordenadas nas nossas respectivas legislaturas para impedir que os nossos países armem Israel”, diz o texto.
A carta foi mobilizada pela Progressive International, uma rede global de mais de 100 organizações criada em 2020. A iniciativa foi apoiada por nomes como o de Jean-Luc Mélenchon, fundador do France Unbowed e ex-candidato à presidência francesa, e de Pablo Bustinduy, ministro do governo espanhol.
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