Saúde
Pacientes do SUS poderão receber transplantes em dois anos
Coordenador do Núcleo de Tecnologia Celular da PUC do Paraná diz que, com os 15 milhões de reais injetados na área pelo governo, pacientes começarão a usufruir da terapia com células-tronco em poucos meses
O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira 18, um investimento de 15 milhões de reais em pesquisas e produção de células-tronco em escala comercial. Com esse montante, o governo pretende ampliar a estrutura de pesquisa na área e acelerar o desenvolvimento e o domínio da tecnologia para, então, implementá-la em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O Brasil já está entre os países mais avançados do mundo em pesquisas com células-tronco. Com esse investimento poderemos, em dois anos, desenvolver métodos para criar novos vasos sanguíneos e evitar milhares de amputações de membros de pacientes que sofrem de isquemia (obstrução de vasos sanguíneos)”, afirma o médico Paulo Roberto Slud Brofman. “Dentro de cinco ano, conseguremos retardar ou evitar a progressão dos sintomas de pacientes com insuficiência cardíaca”, completa.
Brofman também é coordenador do Núcleo de Tecnologia Celular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), um dos três laboratórios brasileiros já capacitados para produzir células-tronco em escala comercial. Segundo ele, o laboratório paranaense apenas aguarda a aprovação da Anvisa para produzir células-tronco voltadas para a regeneração de cartilagens em articulações (como joelho, ombro e cotovelos).
Além do centro da PUC-PR, um hospital em Salvador e o centro de pesquisa da USP de Ribeirão Preto também estão aptos a iniciar a produção comercial de células-tronco.
Investimentos
Dos 15 milhões de reais anunciados, 8 milhões são destinados à conclusão dos oito centros nacionais de terapia celular, que fazem parte da Rede Nacional de Terapia Celular, ligada ao Ministério da Saúde. Esses centros estão espalhados por cinco estados brasileiros e divididos em 52 laboratórios. No futuro, espera-se que estes centros sejam os produtores e abastecedores de células-tronco para hospitais públicos e particulares, que hoje, na maioria dos casos, importam material.
“O abastecimento do SUS com células-tronco visa aumentar o uso terapêutico dessas células, que barateiam os custos para o sistema de Saúde e devolvem a qualidade de vida para os pacientes”, diz Brofman. O pesquisador também adianta que já estão em estudo parcerias com o setor privado para o transporte e distribuição das células para outras regiões do País. “Esse material exige um cuidado semelhante ao transporte de material genético dos cordões umbilicais e os centros não tem capacidade para fazê-lo”, argumenta. “Por isso, buscamos parcerias com o setor privado para completar o ciclo com o transporte e a distribuição.”
Os 7 milhões de reais restantes serão aplicados em pesquisas que podem auxiliar na recuperação do coração, no movimento das articulações e no tratamento de esclerose múltipla.
O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira 18, um investimento de 15 milhões de reais em pesquisas e produção de células-tronco em escala comercial. Com esse montante, o governo pretende ampliar a estrutura de pesquisa na área e acelerar o desenvolvimento e o domínio da tecnologia para, então, implementá-la em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
“O Brasil já está entre os países mais avançados do mundo em pesquisas com células-tronco. Com esse investimento poderemos, em dois anos, desenvolver métodos para criar novos vasos sanguíneos e evitar milhares de amputações de membros de pacientes que sofrem de isquemia (obstrução de vasos sanguíneos)”, afirma o médico Paulo Roberto Slud Brofman. “Dentro de cinco ano, conseguremos retardar ou evitar a progressão dos sintomas de pacientes com insuficiência cardíaca”, completa.
Brofman também é coordenador do Núcleo de Tecnologia Celular da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), um dos três laboratórios brasileiros já capacitados para produzir células-tronco em escala comercial. Segundo ele, o laboratório paranaense apenas aguarda a aprovação da Anvisa para produzir células-tronco voltadas para a regeneração de cartilagens em articulações (como joelho, ombro e cotovelos).
Além do centro da PUC-PR, um hospital em Salvador e o centro de pesquisa da USP de Ribeirão Preto também estão aptos a iniciar a produção comercial de células-tronco.
Investimentos
Dos 15 milhões de reais anunciados, 8 milhões são destinados à conclusão dos oito centros nacionais de terapia celular, que fazem parte da Rede Nacional de Terapia Celular, ligada ao Ministério da Saúde. Esses centros estão espalhados por cinco estados brasileiros e divididos em 52 laboratórios. No futuro, espera-se que estes centros sejam os produtores e abastecedores de células-tronco para hospitais públicos e particulares, que hoje, na maioria dos casos, importam material.
“O abastecimento do SUS com células-tronco visa aumentar o uso terapêutico dessas células, que barateiam os custos para o sistema de Saúde e devolvem a qualidade de vida para os pacientes”, diz Brofman. O pesquisador também adianta que já estão em estudo parcerias com o setor privado para o transporte e distribuição das células para outras regiões do País. “Esse material exige um cuidado semelhante ao transporte de material genético dos cordões umbilicais e os centros não tem capacidade para fazê-lo”, argumenta. “Por isso, buscamos parcerias com o setor privado para completar o ciclo com o transporte e a distribuição.”
Os 7 milhões de reais restantes serão aplicados em pesquisas que podem auxiliar na recuperação do coração, no movimento das articulações e no tratamento de esclerose múltipla.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.



