CartaExpressa
No G20, Haddad propõe ‘cerco global’ a bilionários sonegadores de impostos
Ministro da Fazenda tornou a pedir uma colaboração internacional para taxar ‘super-ricos’
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a defender a taxação do patrimônio dos “super-ricos”. A declaração de Haddad aconteceu durante a reunião de ministros das finanças de países do G20, em São Paulo (SP), nesta quinta-feira 29. Haddad participou presencialmente do encontro, após se recuperar de um quadro de Covid.
“Apesar dos avanços recentes, é um fato inquestionável que bilionários do mundo continuam evadindo nossos sistemas tributários por meio de uma série de estratégias”, alertou Haddad antes de instar seus pares a um ‘esforço global’ para conter o problema.
No discurso, o ministro da Fazenda citou um relatório recente do EU Tax Observatory, que apontou que, no contexto global, bilionários pagam uma alíquota efetiva de impostos que alcança, no máximo, 0,5% das suas riquezas.
O ministro, então, pediu uma contribuição internacional sobre o tema. “Soluções efetivas para que os super-ricos paguem sua justa contribuição em impostos dependem de cooperação internacional”, argumentou Haddad, que disse que se pergunta como os Ministros da Fazenda do G20 permitem “que uma situação como essa continue”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
No G20, Haddad defende união internacional para taxar super-ricos
Por CartaCapital
Pobreza e desigualdade têm de ser enfrentadas como desafios globais, diz Haddad no G20
Por CartaCapital
No G20, Campos Neto defende estabilidade monetária para combater a pobreza
Por CartaCapital


