Sociedade

Policiais federais em greve queimam diploma em São Paulo

Os servidores pedem rreestruturação da carreira, eajuste salarial, novos concursos e aumento do efetivo

Policiais federais em greve queimam diploma em São Paulo
Policiais federais em greve queimam diploma em São Paulo
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Flávia Albuquerque


Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Policiais federais fizeram na tarde desta segunda-feira 3 uma manifestação em frente ao prédio da Superintendência da Polícia Federal, na capital paulista. Os manifestantes hastearam uma bandeira com a inscrição “SOS para a Polícia Federal” e simbolicamente queimaram diplomas para mostrar que a categoria (agentes, escrivães e papiloscopistas) tem nível superior, porém não recebe salário correspondente.

Segundo o diretor financeiro do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal do Estado de São Paulo, Nilton Mendes, o ato foi feito para chamar a atenção para a principal reivindicação dos servidores, que é a reestruturação da carreira.

“Houve um pouco de negociação no início da greve e depois disso não houve mais, porque o governo disse que o prazo para as negociações se encerrou, mas nós não entramos em greve por causa de salário e sim por uma necessidade de reestruturação, que o governo não se manifesta no sentido de fazer.”

Mendes ressaltou que a greve deve continuar por tempo indeterminado e que a adesão nunca foi tão grande em todos os estados. “A partir do momento em que o governo anunciou que iria cortar o ponto dos grevistas, os servidores ficaram mais inclinados a participar.”

De acordo com informações da Polícia Federal e do sindicato, os serviços de emissão de passaporte e atendimento ao estrangeiro continuam, pois os funcionários desses setores são terceirizados. Em São Paulo, esses serviços funcionam normalmente. Segundo a Polícia Federal e o sindicato, a greve afetou, principalmente, os inquéritos e investigações.

“O serviços de investigações que dependem dos policiais foram os mais afetados. As grandes operações da Polícia Federal estão todas suspensas, assim como os serviços de investigação e cumprimento de mandados de busca e prisão. Já o serviço de atendimento ao público está funcionando”, disse.

Além da reestruturação da carreira, os servidores pedem reajuste salarial, realização de novos concursos e aumento do efetivo, além do reajuste nos valores dos auxílios-alimentação, saúde, creche e transporte.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil

Flávia Albuquerque


Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Policiais federais fizeram na tarde desta segunda-feira 3 uma manifestação em frente ao prédio da Superintendência da Polícia Federal, na capital paulista. Os manifestantes hastearam uma bandeira com a inscrição “SOS para a Polícia Federal” e simbolicamente queimaram diplomas para mostrar que a categoria (agentes, escrivães e papiloscopistas) tem nível superior, porém não recebe salário correspondente.

Segundo o diretor financeiro do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal do Estado de São Paulo, Nilton Mendes, o ato foi feito para chamar a atenção para a principal reivindicação dos servidores, que é a reestruturação da carreira.

“Houve um pouco de negociação no início da greve e depois disso não houve mais, porque o governo disse que o prazo para as negociações se encerrou, mas nós não entramos em greve por causa de salário e sim por uma necessidade de reestruturação, que o governo não se manifesta no sentido de fazer.”

Mendes ressaltou que a greve deve continuar por tempo indeterminado e que a adesão nunca foi tão grande em todos os estados. “A partir do momento em que o governo anunciou que iria cortar o ponto dos grevistas, os servidores ficaram mais inclinados a participar.”

De acordo com informações da Polícia Federal e do sindicato, os serviços de emissão de passaporte e atendimento ao estrangeiro continuam, pois os funcionários desses setores são terceirizados. Em São Paulo, esses serviços funcionam normalmente. Segundo a Polícia Federal e o sindicato, a greve afetou, principalmente, os inquéritos e investigações.

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Além da reestruturação da carreira, os servidores pedem reajuste salarial, realização de novos concursos e aumento do efetivo, além do reajuste nos valores dos auxílios-alimentação, saúde, creche e transporte.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil

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