Política
MPF abre apuração contra o CFM por questionar vacinação infantil contra Covid-19
A ação atende a um pedido da deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP), que argumenta que a pesquisa teria caráter político e pessoal do presidente do Conselho
O Ministério Público Federal abriu apuração contra o Conselho Federal de Medicina, em razão de uma pesquisa do Conselho que questiona a obrigatoriedade da vacina infantil contra Covid em crianças de 6 meses a 4 anos.
Em um formulário divulgado aos médicos brasileiros, o Conselho questionou ainda se “os pais e responsáveis têm o direito de não optar pela imunização de suas crianças?”.
A ação atende ao pedido da deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP), que argumentou que a pesquisa tem caráter político e pessoal do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo.
Durante a pandemia de Covid-19, Gallo fez diferentes movimentos de aceno ao então presidente Jair Bolsonaro (PL), e chegou a notificar a Anvisa contra a obrigatoriedade no uso de máscaras.
“A pesquisa não trará nenhum benefício à sociedade, uma vez que — ao equiparar crenças pessoais à ciência — pode gerar insegurança na comunidade médica e afastar a população das salas de vacinação”, ressaltou a parlamentar no pedido, em menção a nota técnica da Sociedade Brasileira de Imunizações sobre o imunizante.
A investigação do MPF, em São Paulo, tem caráter interno e preliminar, ou seja, somente após essa etapa o procurador define se haverá uma abertura de processo formal contra o Conselho Federal de Medicina.
Após a repercussão do caso, o CFM divulgou uma nota onde diz que “a pesquisa não contesta a eficácia ou a decisão do Ministério da Saúde de disponibilizar a vacina para a população infantil”.
E acrescenta que o objetivo seria de “compreender a visão dos médicos, como profissionais capacitados a manifestar opiniões embasadas em conhecimento técnico-científico, sobre a obrigação imposta aos pais para que as crianças nessa faixa etária sejam vacinadas contra COVID-19, independentemente de prescrição médica”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Entidade médica critica CFM por equiparar crenças pessoais à ciência
Por Agência Brasil
CFM proíbe prescrição de anabolizantes com finalidade estética e esportiva
Por André Lucena
Justiça determina a exclusão de publicações que associam vacinas da Covid-19 à Aids
Por Wendal Carmo
‘Mutilação na infância’: Brasil pode banir cirurgias em crianças intersexo
Por Diadorim



