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Suspeito de matar estudante brasileira é preso na Nicarágua

Assassinato é atribuído a grupos paramilitares do país, afirma a polícia nicaraguense

Suspeito de matar estudante brasileira é preso na Nicarágua
Suspeito de matar estudante brasileira é preso na Nicarágua
Raynéia Lima estudava medicina em Manágua e foi morta a tiros na segunda-feira 23
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A polícia da Nicarágua anunciou nesta sexta-feira  27 a prisão de um homem suspeito de ser o autor do assassinato da estudante brasileira Raynéia Lima, um caso atribuído às forças paramilitares que perseguem manifestantes contrários ao governo, informou uma fonte oficial. A estudante de 32 anos foi morta por um tiro que perfurou tórax e abdome na segunda-feira 23.

“Foi capturado Pierson Gutiérrez Solís, de 42 anos, suposto autor dos disparos que privaram da vida a cidadã Raynéia Gabriela da Costa Lima Rocha”. O suspeito possuía uma “arma de fogo do tipo carabina M”. Ainda segundo a polícia nicaraguense as evidências contra o detido “serão remetidas às autoridades competentes”, acrescenta o comunicado, sem revelar as informações que incriminam Solís.

A polícia anunciou a captura após o chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, criticar a falta de informação por parte das autoridades da Nicarágua sobre a morte da estudante de medicina. “As informações entregues até agora são extremamente insuficientes. A informação fornecida pelo governo da Nicarágua é que “o autor do tiroteio” foi um segurança particular, declarou Aloysio Nunes à estatal Agencia Brasil, em Joanesburgo, onde participa de uma cúpula do grupo de potências emergentes BRICS.

Leia também: Como a esquerda brasileira avalia a crise na Nicarágua?

“Quem foi? Qual era o calibre da arma? Em que circunstâncias ocorreu? Não houve até agora um esclarecimento desse episódio e vamos insistir porque nos parece um assunto absolutamente inaceitável”, enfatizou o diplomata.

Lima, que cursava o último ano de medicina, foi baleada quando voltava de carro para sua residência no sudoeste de Manágua, por volta da meia-noite de segunda-feira, disse à AFP o reitor da Universidade Americana (UAM), Ernesto Medina.

Segundo testemunhas, paramilitares dispararam contra seu carro. Ela foi levada por seu namorado para o hospital, mas “as feridas era fatais” e ela faleceu durante a madrugada, segundo o depoimento de Medina.

A região onde aconteceu o incidente “é dominada por grupos paramilitares” ligados ao presidente Daniel Ortega, segundo Gonzalo Carrión, diretor jurídico do Centro Nicaraguense de Direitos Humanos (Cenidh).

Os grupos paramilitares agem como força de repressão aos protestos que sacodem o país desde abril para exigir a saída de Ortega, que já deixaram mais de 300 mortos.

*Leia mais em AFP

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