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O vaticínio de Malaquias A Arábia Saudita, na figura do seu príncipe, Mohamed Bin Salman, não é confiável. Nos países árabes existem poucos príncipes com todos os privilégios, enquanto a maioria esmagadora do seu povo não tem direito algum. O petróleo é nosso, mas a […]

O vaticínio de Malaquias
A Arábia Saudita, na figura do seu príncipe, Mohamed Bin Salman, não é confiável. Nos países árabes existem poucos príncipes com todos os privilégios, enquanto a maioria esmagadora do seu povo não tem direito algum. O petróleo é nosso, mas a saúde da terra e o futuro da humanidade estão sendo traçados por esses cavaleiros do Apocalipse que só querem dinheiro. O mundo precisa urgentemente diminuir a emissão dos combustíveis fósseis. Lula e os demais líderes que se dizem comprometidos com a redução de poluentes deveriam sair da COP28 com o compromisso de já estabelecer a troca imediata do petróleo pelas chamadas energias limpas.
Paulo Sérgio Cordeiro
Miragem no deserto
A transição energética para uma economia verde e menos carbonizada levará um bom tempo, a ser medido pelas vontades políticas. Antes, a pressão era que o petróleo iria acabar. Hoje, é devido ao aquecimento global e às mudanças climáticas extremas. O Brasil está desempenhando um bom papel nessa área, mas somente o ataque aos bolsos sensibiliza os que possuem as reservas de petróleo. A Idade da Pedra não acabou por falta de pedras.
Adilson Gonçalves
Clube do petróleo
As críticas à adesão do Brasil à Opep+ são parciais, não levam em conta a importância de se estar presente para se ter voz. Os produtores de petróleo têm todos os motivos, além do capital, para investir em energia limpa. Não fosse a ação do cartel, o petróleo poderia estar bem mais barato.
Wilson Roberto
A saúde que queremos
Sempre falamos mais de doença do que de saúde. A saúde depende do cenário ecológico, da relação sociedade-natureza, da base tecnológica dos processos de trabalho e das condições materiais de vida. Compreender o processo saúde-doença é fundamental para formular políticas públicas para combater os principais agravos que incidem sobre as pessoas.
Rosa Carmina
Mão na cumbuca
Por que não adotam de uma vez o regime parlamentarista? O Congresso chegou ao ponto de definir o que fica nos ministérios. O Legislativo está forte demais, a ponto de se sobrepor aos outros dois poderes.
Sylvio Laurandi
Milei rasga a fantasia
O que levou a maioria dos argentinos a votar em um sujeito caricato como Milei foram as mesmas razões que asseguraram a vitória de Bolsonaro em 2018: o desalento e a falta de esperança no sistema, ou na “casta política”, como queiram. Com o tempo, a realidade sempre se impõe. Para governar, é preciso fazer alianças. No caso dos hermanos, isso se deu em tempo recorde.
Marcel da Silva
A decisão de Lula de não comparecer e enviar um representante à posse de Milei é correta do ponto de vista moral e político. A presença não se justificaria depois dos baixos insultos proferidos na campanha eleitoral pelo expoente da extrema-direita argentina ao presidente brasileiro.
Sylvio Belém
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Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
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