CartaExpressa
Moraes manda devolver o celular de réu do 8 de Janeiro que morreu na Papuda
A família de Cleriston Pereira da Cunha receberá o aparelho, que ‘não interessa mais ao processo’, segundo o ministro do STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal autorizou a devolução do celular de Cleriston Pereira da Cunha para a família. O bolsonarista morreu em 20 de novembro, após sofrer um mal súbito no Complexo Penitenciário da Papuda, onde estava preso preventivamente por participação nos ataques de 8 de Janeiro.
Na decisão, assinada na última quinta-feira 7, Moraes escreveu que o aparelho “não interessa mais ao processo”. O magistrado também determinou o envio dos autos à Procuradoria-Geral da República, que deverá se manifestar sobre a extinção da punibilidade do réu.
Em 17 de maio, Cleriston se tornou réu no STF por cinco crimes, entre eles associação criminosa armada e golpe de Estado. Ele foi preso em flagrante em 8 de Janeiro, durante os atos golpistas.
Em 1º de setembro, a PGR defendeu em manifestação ao Supremo a liberdade provisória de Cleriston, mas o pedido não chegou a ser analisado por Moraes.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
8 de Janeiro: PGR manda ao STF mais 13 acordos de não persecução e aguarda decisão de Moraes
Por CartaCapital
Meta diz a Moraes não ter mais o vídeo com fake news publicado por Bolsonaro após o 8 de Janeiro
Por CartaCapital
STF inicia análise de mudança de regimento que pode impactar julgamentos do 8 de Janeiro
Por CartaCapital


