CartaExpressa
Anvisa vai abrir consulta pública sobre cigarros eletrônicos no próximo dia 12
Aparelhos são proibidos no Brasil desde 2009, mas o comércio opera livremente
As pessoas interessadas sobre a liberação ou não de cigarros eletrônicos no país poderão participar de uma consulta pública sobre o tema. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou na edição da última terça-feira 5 do Diário Oficial da União (DOU) o cronograma da consulta.
Segundo a Anvisa, a consulta ficará aberta ao público entre os dias 12 de dezembro e 9 de fevereiro. As pessoas interessadas poderão contribuir para a questão, fazendo comentários e sugestões através de um formulário online, que ficará disponível no site da Anvisa. Após o fim da consulta, o órgão vai divulgar um relatório sobre o processo.
Desde 2009, uma resolução da entidade proíbe a fabricação, a comercialização, a importação e a propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar. Apesar disso, o comércio dos cigarros eletrônicos é uma prática comum no país.
A expansão dos cigarros eletrônicos é um fenômeno recente e tem a ver, entre outras coisas, com a diminuição no consumo dos cigarros tradicionais. O debate divide opiniões de especialistas da área médica e setores ligados ao comércio dos cigarros eletrônicos, além da própria sociedade civil.
Entidades como a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) defendem que o veto aos cigarros eletrônicos seja mantido. O argumento principal é que, apesar de não conter a maior parte das substâncias tóxicas presentes nos cigarros tradicionais, os eletrônicos conservam nicotina e, portanto, podem criar uma nova geração de dependentes químicos.
Setores contrários à proibição destacam, por outro lado, que a medida não tem eficácia na prática. Uma das ideias seria criar uma regulamentação mínima do comércio.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


