CartaExpressa

Comissão da Câmara adia votação de PEC para reduzir jornada de trabalho a 36 horas semanais

Nesta terça, um requerimento para retirar a matéria de pauta contou com 30 votos favoráveis e 25 contrários

Comissão da Câmara adia votação de PEC para reduzir jornada de trabalho a 36 horas semanais
Comissão da Câmara adia votação de PEC para reduzir jornada de trabalho a 36 horas semanais
O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ). Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Apoie Siga-nos no

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara adiou nesta terça-feira 28 a votação de uma proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho a 36 horas semanais, ante as 44 horas atuais. A lei entraria em vigor somente 10 anos após a data de sua publicação.

A PEC é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Segundo ele, a diminuição da jornada sem redução salarial “tem sido discutida como um dos instrumentos para preservar e criar novos empregos de qualidade e também possibilitar a construção de boas condições de vida”.

O relator, Tarcísio Motta (PSOL-RJ), sustenta que países que adotaram jornadas menos extensas não perderam produtividade e, além disso, ofereceram mais qualidade de vida aos trabalhadores.

Nesta terça, um requerimento para retirar a matéria de pauta contou com 30 votos favoráveis e 25 contrários. Ainda não há uma data definida para o prosseguimento da análise.

Se for aprovada pela CCJ, a proposta ainda terá de passar por uma comissão especial, antes de chegar ao plenário. O texto também pode passar por modificações até a votação final.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo