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Entidades jornalísticas apontam perseguição no Mato Grosso e pedem afastamento do governador

A Fenaj e o Sindjor apontam recorrentes ataques ao livre exercício do jornalismo, com investigações contra jornalistas por reportagens envolvendo Mauro Mendes e seus familiares

Entidades jornalísticas apontam perseguição no Mato Grosso e pedem afastamento do governador
Entidades jornalísticas apontam perseguição no Mato Grosso e pedem afastamento do governador
O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil).
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A Federação Nacional dos Jornalistas e o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso pediram à Procuradoria Geral da República por uma intervenção federal no estado e pelo afastamento do governador Mauro Mendes (União). O pedido foi protocolado na quinta-feira 16.

As instituições apontam recorrentes ataques ao livre exercício do jornalismo, com investigações contra jornalistas por reportagens envolvendo o gestor e seus familiares nos últimos meses. Contabilizam 15 ações contra jornalistas no último ano, via Polícia Civil do estado, por reportagens envolvendo atos do governo e de seus familiares.

As instituições citam, como exemplo, o caso da abertura de um inquérito policial, via Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos, contra os jornalistas Pablo Rodrigo, Ulisses Lalio, Daniel Pettengill e Haroldo Arruda Jr., por conta de reportagens que revelaram que o filho do governador, Luis Antônio Taveira Mendes, era investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Hermes. Também são citados nomes de outros jornalistas e comunicadores alvos de perseguição, como Victor Nunes, Maria Luiza Nogueira, Janice Ortis Ramos, Edivaldo de Sá Teixeira, Rodrigo Gomes Vieira, Edina Ribeiro de Araújo, João Adevilson de Souza, Marcos Fabiano Peres Sales e Ari Dorneles Pereira.

Em um trecho do pedido, as organizações sustentam que “inviabilizar de que a notícia chegue à sociedade, rebaixando os atos de imprensa como um simples instrumento de ‘reprodução’ de release dos órgãos públicos, afastaria por completo a independência critica e a liberdade de informar dos veículos de comunicação”.

Acrescentam: “e esta mediação do profissional da comunicação com a sociedade somente é possível quando as ferramentas democráticas lhe são acessíveis, sendo certo que o interesse social estará sempre acima de qualquer interesse privativo”.

Os proponentes pedem à PGR a investigação dos fatos descritos na denúncia, a fim de identificar eventual responsabilidade dos envolvidos, além de possíveis crimes, materialidade e seus respectivos autores.

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