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Ataques israelenses matam sete palestinos na Cisjordânia; Netanyahu promete ‘guerra longa’

Mortes pelos conflitos chegam a 5 mil, segundo os balanços de autoridades locais

Ataques israelenses matam sete palestinos na Cisjordânia; Netanyahu promete ‘guerra longa’
Ataques israelenses matam sete palestinos na Cisjordânia; Netanyahu promete ‘guerra longa’
Parentes enterram palestino morto por tropas isralenses na Cisjordânia. Foto: Jaafar ASHTIYEH / AFP
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As forças israelenses mataram sete palestinos em vários ataques nesta quinta-feira (19) na Cisjordânia, informou o ministério palestino da Saúde, enquanto aumenta o número de vítimas fatais no território e a guerra prossegue em Gaza.

Ao menos 73 palestinos morreram na Cisjordânia em ações das forças israelenses ou de colonos desde o início do conflito em Gaza, em 7 de outubro, segundo o ministério. O balanço total das autoridades palestinas e israelenses já soma 5 mil mortes, quase 3.700 do lado palestino e cerca de 1.400 vítimas em Israel.

As vítimas mais recentes foram quatro pessoas que morreram durante um “ataque da ocupação (israelense)” contra o campo de refugiados de Nur Shams, norte da Cisjordânia, segundo o ministério.

As autoridades locais também anunciaram que outro palestino, um adolescente de 16 anos, morreu em um ataque das forças israelenses no campo.

Procurado pela AFP, o Exército israelense não fez comentários sobre as vítima de Nur Shams.

As tropas “continuam operando para frustrar a atividade terrorista”, afirma um comunicado do Exército.

Em incidentes separados, o ministério da Saúde palestino anunciou que as forças israelenses também mataram a tiros um jovem de 17 anos no campo de refugiados de Dheisheh, perto de Belém, e outro de 32 anos em Budrus, ao oeste de Ramallah.

Netanyahu prevê ‘guerra longa’

Ao lado do premiê britânico, Rishi Sunak, que visitou Israel nesta quinta, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu que o conflito contra o Hamas deve ser longo:

“Esta é a guerra moderna contra os bárbaros, os piores do planeta. Será uma guerra longa”, disse o líder da extrema-direita. “Aprecio o fato de vocês [Reino Unido] também terem enviado forças militares à região, discutimos cooperações práticas em várias frentes e eu valorizo muito isso”, anunciou em seguida.

Os detalhes da cooperação entre os dois players não foram informados na declaração.

(Com informações de AFP)

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