Cultura
Sem legendas
O “Livro de Itens do Paciente Estevão”, adaptação de Felipe Hirsch do romance de estreia do nova-iorquino Sam Lipsyte, que tenta sintetizar a trajetória do homem contemporâneo
por Álvaro Machado
Os textos encenados pelo curitibano Felipe Hirsch são, em geral, de novos autores dos EUA e da Inglaterra, adaptados pelo diretor para o palco brasileiro. Com a ajuda de legendas, suas esmeradas montagens poderiam cair no gosto do público descolado de qualquer metrópole do mundo anglo-saxão. É o caso de O Livro de Itens do Paciente Estevão, adaptação do romance de estreia do nova-iorquino Sam Lipsyte, que o encenador matura nos últimos 15 anos, sem abrir mão de quatro horas e meia de duração.
A exemplo de seus melhores momentos, Hirsch conta com cenografia de Daniela Thomas e atuação de Guilherme Weber, cofundador da Sutil Cia., em 1993. É o reforço de Georgette Fadel, premiada com o Shell em 2006, a opção de transmitir maior frescor à cena hirschiana. Na linha formalista do grupo, enraizada no teatro mundial dos anos 1980, elementos cênicos, vídeos e iluminação tornam-se sustentáculos tão importantes quanto os atores. Eles contam uma trama que Hirsch afirma sintetizar a trajetória do homem contemporâneo: um paciente terminal, com doença misteriosa, é impiedosamente “classificado” e acaba em sanatório para desenganados, controlado por um insano mental. Desse local escapa para os estúdios de uma produção multimídia de sucesso, que bem poderia ser o próprio espetáculo.
O livro de itens do paciente Estevão
Sesc Belenzinho, São Paulo
Até 21 de outubro
por Álvaro Machado
Os textos encenados pelo curitibano Felipe Hirsch são, em geral, de novos autores dos EUA e da Inglaterra, adaptados pelo diretor para o palco brasileiro. Com a ajuda de legendas, suas esmeradas montagens poderiam cair no gosto do público descolado de qualquer metrópole do mundo anglo-saxão. É o caso de O Livro de Itens do Paciente Estevão, adaptação do romance de estreia do nova-iorquino Sam Lipsyte, que o encenador matura nos últimos 15 anos, sem abrir mão de quatro horas e meia de duração.
A exemplo de seus melhores momentos, Hirsch conta com cenografia de Daniela Thomas e atuação de Guilherme Weber, cofundador da Sutil Cia., em 1993. É o reforço de Georgette Fadel, premiada com o Shell em 2006, a opção de transmitir maior frescor à cena hirschiana. Na linha formalista do grupo, enraizada no teatro mundial dos anos 1980, elementos cênicos, vídeos e iluminação tornam-se sustentáculos tão importantes quanto os atores. Eles contam uma trama que Hirsch afirma sintetizar a trajetória do homem contemporâneo: um paciente terminal, com doença misteriosa, é impiedosamente “classificado” e acaba em sanatório para desenganados, controlado por um insano mental. Desse local escapa para os estúdios de uma produção multimídia de sucesso, que bem poderia ser o próprio espetáculo.
O livro de itens do paciente Estevão
Sesc Belenzinho, São Paulo
Até 21 de outubro
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



