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Mauro Cid perde função no Exército, mas mantém salário de oficial superior
O tenente-coronel foi afastado por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF
O Exército informou neste domingo 10 que cumprirá a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pelo afastamento do tenente-coronel Mauro Cid de suas funções. O militar, no entanto, deve manter o seu salário de 27 mil reais mensais.
No sábado 9, Moraes também homologou um acordo de delação premiada e concedeu liberdade provisória ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, com medidas cautelares.
O ministro determinou que os militares afastem Cid “do exercício das funções de seu cargo de oficial no Exército”. Neste domingo, o Centro de Comunicação Social do Exército divulgou que o tenente-coronel “ficará agregado ao Departamento-Geral do Pessoal sem ocupar cargo e exercer função”.
Segundo o Portal da Transparência, Cid recebeu em julho 27.027,00 reais brutos. Ele estava vinculado ao Comando do Exército.
Mauro Cid foi preso no início de maio, sob suspeita de envolvimento em uma suposta fraude em cartões de vacinação contra a Covid-19, inclusive o de Bolsonaro. A situação do militar se complicou ainda mais com a operação deflagrada pela Polícia Federal para apurar o desvio de presentes recebidos em viagens oficiais pelo governo do ex-capitão. A conspiração golpista de 2022 também ajuda a emparedar Cid no Poder Judiciário.
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