Cultura

Ciranda de Surpresas

No disco Junjo, a americana Esperanza Spalding surpreende com releitura de Loro, do brasileiro Egberto Gismonti

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Em Junjo, Esperanza Spalding interpreta diversos gêneros e encanta em todos eles
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por Tárik de Souza

Junjo


Esperanza Spalding


Biscoito Fino

Americana de Portland, no Oregon, Esperanza Spalding começou no violino, mas foi aconselhada por um professor a passar para o contrabaixo.

Com dois meses de instrumento, já se destacava numa banda de veteranos do blues. O célebre Berklee College of Music, de Boston, aceitou-a como aluna, mas aos 20 anos ela já lecionava, e no ano seguinte assustaria a cena do jazz com suas peculiaridades registradas em disco.

Era uma baixista, também cantora, compositora, arranjadora e líder de conjunto. Esta estreia, Junjo, de 2006, finalmente desembarca por aqui com mais música brasileira a bordo. Em 2008, Esperanza, o primeiro disco da baixista lançado no Brasil, surpreendeu por suas releituras em português (com pouco sotaque) de Ponta de Areia (Milton Nascimento/Fernando Brant) e Samba em Prelúdio (Baden Powell/Vinicius de Moraes).

Em Junjo há uma estonteante revisita a Loro, de Egberto Gismonti, tisnada por um ágil vocalise, em meio à ciranda de improvisos ancorada no baixo, com pinceladas do piano de Aruán Ortiz e suporte rítmico do baterista Francisco Mela.

No repertório também entram composições de Esperanza, como a miscigenada faixa-título, coalhada de climas, e a brubeckiana Two Bad. Na junção de seu nome com os dos parceiros, em Perazela, Esperanza tece um diálogo entre vocal e percussão de Mela, e em Perazuán ela sincopa com o pianista Aruán. A baixista arranjadora também se arrisca em temas alheios de sumidades do jazz, como Humpty Dumpty, de Chick Corea, e The Peacocks, de Jimmy Rowles. E passa com louvor em todas as provas.

por Tárik de Souza

Junjo


Esperanza Spalding


Biscoito Fino

Americana de Portland, no Oregon, Esperanza Spalding começou no violino, mas foi aconselhada por um professor a passar para o contrabaixo.

Com dois meses de instrumento, já se destacava numa banda de veteranos do blues. O célebre Berklee College of Music, de Boston, aceitou-a como aluna, mas aos 20 anos ela já lecionava, e no ano seguinte assustaria a cena do jazz com suas peculiaridades registradas em disco.

Era uma baixista, também cantora, compositora, arranjadora e líder de conjunto. Esta estreia, Junjo, de 2006, finalmente desembarca por aqui com mais música brasileira a bordo. Em 2008, Esperanza, o primeiro disco da baixista lançado no Brasil, surpreendeu por suas releituras em português (com pouco sotaque) de Ponta de Areia (Milton Nascimento/Fernando Brant) e Samba em Prelúdio (Baden Powell/Vinicius de Moraes).

Em Junjo há uma estonteante revisita a Loro, de Egberto Gismonti, tisnada por um ágil vocalise, em meio à ciranda de improvisos ancorada no baixo, com pinceladas do piano de Aruán Ortiz e suporte rítmico do baterista Francisco Mela.

No repertório também entram composições de Esperanza, como a miscigenada faixa-título, coalhada de climas, e a brubeckiana Two Bad. Na junção de seu nome com os dos parceiros, em Perazela, Esperanza tece um diálogo entre vocal e percussão de Mela, e em Perazuán ela sincopa com o pianista Aruán. A baixista arranjadora também se arrisca em temas alheios de sumidades do jazz, como Humpty Dumpty, de Chick Corea, e The Peacocks, de Jimmy Rowles. E passa com louvor em todas as provas.

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