Educação
Justiça obriga Tarcísio a voltar a receber livros didáticos do MEC
Magistrado vê ‘patente violação ao principio constitucional da gestão democrática’ em decisão do governo paulista
O juiz Antonio Galvão de França, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu uma decisão liminar nesta quarta-feira 16 a obrigar o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a voltar a fazer parte do Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação. Cabe recurso.
A decisão foi tomada no âmbito de um pedido apresentado pela deputada federal Luciene Cavalcante, pelo deputado estadual Carlos Giannazi e pelo vereador Celso Giannazi, todos do PSOL.
No início de agosto, o governo Tarcísio anunciou que não aderiria ao PNLD para os anos finais do ensino fundamental (do sexto ao nono) e para o ensino médio. A gestão estadual adotaria, a partir de 2024, uma material didático 100% digital, com slides próprios.
Diante da repercussão negativa, o governo informou que imprimiria o material do Currículo Paulista, mas manteve a recusa ao PNLD.
Segundo o juiz, porém, a “repentina retirada” da adesão ao programa configura, em princípio e em tese, “patente violação ao principio constitucional da gestão democrática que deve pautar o sistema de educação pública”.
O princípio constitucional, prosseguiu Galvão de França, exigiria “profundo e amplo debate com representantes da comunidade acadêmica, dos estudantes, Conselhos Escolares, dentre outros agentes e gestores do sistema educacional”, antes da adoção da medida.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



