Mundo
Justiça dos EUA rejeita ação de Trump contra escritora que o acusa de estupro
O ex-presidente norte americano apresentou um processo por difamação contra a vítima
Um juiz federal de Nova York rejeitou nesta segunda-feira 7 um processo por difamação apresentado por Donald Trump contra uma ex-jornalista e escritora que ganhou uma ação em maio contra o ex-presidente, a quem acusou de estupro.
Trump, de 77 anos, pré-candidato pelo Partido Republicano à Casa Branca em 2024, foi condenado por um júri em 9 de maio por “agressão sexual” e não por “estupro”, como reivindicava a vítima E. Jean Carroll. O magnata também foi condenado a pagar 5 milhões de dólares (R$ 24,5 milhões na cotação atual) em indenização.
Duas semanas depois da sentença, a escritora de 79 anos apresentou uma nova ação por difamação contra Trump, que a tachou de “louca”.
No âmbito desta ação de Carroll, Trump apresentou uma demanda para realizar um novo julgamento, alegando que se trata de uma “história completamente inventada”.
Segundo a CNN, depois que o júri considerou em maio que a ex-colunista da revista Elle foi vítima de “agressão sexual”, mas não de “estupro”, ela garantiu: “Sim, sim, ele fez isso, ele fez.”
De acordo com um edital do juiz Lewis Kaplan, do Distrito Sul de Manhattan, instrutor do caso, as alegações de Carroll de que Trump a estuprou em um provador de uma loja de departamento em 1996 são “substancialmente verdadeiras”.
Em 9 de maio, o júri reconheceu que Trump introduziu um dedo na genitália de Carroll, e não o seu próprio órgão.
Mas para o juiz Kaplan, “na realidade, estes dois atos constituem um ‘estupro’ em linguagem comum, segundo a definição de alguns dicionários, no direito penal federal e de outros estados” do país e no exterior.
A nova denúncia de Carroll no final de maio foi apresentada no âmbito do primeiro processo civil instaurado contra o ex-presidente em novembro de 2019, também por difamação.
A ação de 2019 sofreu um atraso por disputas em torno de procedimento, particularmente por saber se Trump desfrutava, naquele momento, de imunidade, pois ainda era presidente (2017-2021).
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Celso Amorim vai a Cuba para fortalecer relação após o governo Bolsonaro
Por CartaCapital
Rússia lançará na sexta-feira sua primeira missão lunar desde 1976
Por AFP
Níger entra em semana decisiva após fim de ultimato de países africanos
Por AFP
Paquistão investiga acidente de trem que deixou 34 mortos
Por AFP



