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Após pedido de vista, Mendonça quer saber se pode participar de votação do marco temporal

O ministro apresentou uma questão de ordem que deve ser avaliada pelo plenário virtual da Corte entre os dias 4 e 14 de agosto

Após pedido de vista, Mendonça quer saber se pode participar de votação do marco temporal
Após pedido de vista, Mendonça quer saber se pode participar de votação do marco temporal
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Nelson Jr./SCO/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, decidiu levar ao plenário virtual da Corte uma questão de ordem para saber se poderá votar no julgamento que discute a aplicação do chamado marco temporal na demarcação de terras indígenas no país.

Isso porque o magistrado assinou uma manifestação no processo enquanto era era advogado-geral da União, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Diante disso, quer entender se há um impedimento para atuar no caso.

A questão levantada por Mendonça deverá ser analisada pelo plenário virtual do STF entre os dias 4 e 14 de agosto, antes da análise do mérito do processo. Ao avaliarem a questão de ordem, os ministros podem definir uma tese que valha para além do julgamento do marco temporal, e envolva outros processos.

Em junho, Mendonça pediu vista na votação e solicitou mais tempo para análise da tese. Ele se comprometeu a devolver a ação para análise do plenário antes do fim de setembro, quando a presidente do STF, Rosa Weber, se aposenta. Até o momento, o placar contra o marco temporal está 2 a 1, com votos contrários do relatos Edson Fachin e de Alexandre de Moraes. O ministro Kassio Nunes Marques votou a favor.

A tese, defendida por ruralistas, prevê que a demarcação de uma terra indígena só pode acontecer se for comprovado que os indígenas estavam sobre o espaço reivindicado em 5 de outubro de 1988 — quando a Constituição atual foi promulgada.

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