Política
Câmeras em uniformes serão fundamentais para esclarecer as mortes em ação da PM, diz Dino
A reação da polícia durante operação no litoral de São Paulo ‘não parecer ser proporcional’, segundo o ministro da Justiça
O ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), afirmou nesta segunda-feira 31 que as imagens registradas pelas câmeras de policiais serão fundamentais para esclarecer as oito mortes ocorridas durante uma operação das forças de segurança de São Paulo em Guarujá, no litoral paulista.
“Neste momento o fundamental é garantir que haja essa investigação independente no estado. As imagens das câmeras são fundamentais para o esclarecimento do fato”, disse.
As declarações foram concedidas por Dino após um evento no Palácio do Planalto.
“Chama atenção o fato de você ter um terrível crime contra um policial, um crime realmente que merece a repulsa, sendo usada inclusive uma pistola de 9 milímetros”, acrescentou. “E houve uma reação imediata que não parece neste momento ser proporcional em relação ao crime que foi cometido.”
A operação policial no litoral acontece em resposta à morte de um soldado da Rota, a força de elite da PM paulista. De acordo com o governo de São Paulo, a ação deixou oito mortos. O número, porém, diverge do levantamento feito pela Ouvidoria das Polícias, a apontar dez mortes.
A Secretaria de Segurança Pública também informou não ter constatado abusos policiais e alegou que todas as denúncias serão investigadas.
Dino pontuou que o governo federal não deve intervir nas investigações do caso. A Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos e o Ministério Público de São Paulo acompanham a apuração.
“O governo federal tem atitude de prudência, de respeito as autoridades do estado, qualquer que seja ele. Depois que esse estado emitir as suas conclusões, [o governo federal] pode, eventualmente, intervir. Mas não agora. Agora seria uma atitude imprudente, seria uma atitude desrespeitosa ao princípio federativo.”
Mais cedo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que a atuação da polícia teria sido “profissional” e “sem excesso”. Os moradores do Guarujá, contudo, relatam práticas de tortura.
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