CartaExpressa
Moraes denuncia encadeamento de mentiras ao votar pela condenação de Bolsonaro
Segundo o ministro, a reunião promovida pelo então presidente com embaixadores foi um ‘monólogo eleitoreiro’
O presidente do Tirbunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, proferiu nesta sexta-feira 30 o último voto pela condenação de Jair Bolsonaro a oito anos de inelegibilidade.
Segundo o ministro, a reunião promovida pelo então presidente com embaixadores em julho de 2022 foi um “monólogo eleitoreiro”, formado por “mentiras” e “notícias fraudulentas” contra o sistema eleitoral.
Moraes afirmou que o objetivo de Bolsonaro não era “desopilar”, ou seja, desobstruir o fígado.
“Foi um encadeamento, uma produção cinematográfica, com a TV Brasil, com vídeos das reuniões para imediatamente, em tempo real e até a eleição, as redes sociais bombardearem os eleitores com essa desinformação, essa desinformação no sentido de angariar mais votos, angariar mais eleitores com esse discurso absolutamente mentiroso e radical”, declarou o magistrado.
O presidente do TSE reforçou que a reunião com embaixadores teve o “claro sentido de destruir a credibilidade do sistema eletrônico de votação” e a finalidade “de influenciar e convencer o eleitor de que estaria sendo vítima de grande conspiração do Poder Judiciário para fraudar as eleições presidenciais de 2022”.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
5 a 2: TSE torna Bolsonaro inelegível por 8 anos após mentiras e ataques ao sistema eleitoral
Por CartaCapital
‘Acho que o Brasil fica de luto’, diz Bolsonaro após se tornar inelegível
Por CartaCapital


