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Espanha recebe 30 bilhões de euros para salvar bancos

Acordo político sobre o resgate do setor financeiro prevê a liberação de 30 bilhões de euros até o final de julho

Espanha recebe 30 bilhões de euros para salvar bancos
Espanha recebe 30 bilhões de euros para salvar bancos
Líderes europeus, antes de uma reunião da Zona do Euro ©AFP / Georges Gobet
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BRUXELAS, Espanha (AFP) – A Zona do Euro obteve nesta segunda-feira um “acordo político” sobre o resgate do setor financeiro da Espanha, que prevê a liberação de 30 bilhões de euros até o final de julho para salvar os bancos espanhóis.

“Autorizamos a injeção de uma primeira parcela, de 30 bilhões de euros até o final deste mês” para recapitalizar os bancos da Espanha, informou o chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

No total, o acordo prevê 100 bilhões de euros para os bancos espanhóis, com um período de carência de até 15 anos.

Os ministros da Zona do Euro também decidiram prorrogar, até 2014, o prazo para a Espanha limitar seu déficit a 3% do PIB, segundo o comissário de Assuntos Monetários, Olli Rehn.

Devido à deterioração da situação econômica na Espanha, a Zona do Euro decidiu prorrogar, por um ano, a meta de déficit de 3%. Seguindo os prognósticos da Comissão Europeia, Madri deverá ter um déficit a 6,3% este ano, de 4,5% em 2013 e de 2,8 em 2014, disse Olli Rehn.

A Espanha fechou 2011 com um déficit de 8,9% e havia acertado com Bruxelas reduzi-lo a 5,3% em 2012.

Segundo o comissário de Assuntos Monetários, assim que o supervisor financeiro único para a Zona do Euro estiver operacional, a Espanha deixará de ser o avalista do pacote de socorro.

“Haverá um supervisor financeiro” e a partir daí se romperá o vínculo entre a dívida soberana e a dívida bancária, precisou Rehn ao final de nove horas de debates em Bruxelas.

Um alto funcionário europeu estimou que a entrada em vigor do “supervisor financeiro” não será possível antes de 2013, talvez 2014.

Assim, o dinheiro virá de imediato do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), até a vigência do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEDE), e será canalizado através do fundo espanhol de ajuda à reestruturação do setor bancário (FROB).

O acordo político entre os ministros das Finanças tem por base o Memorando de Entendimento (Mou) com a Espanha, que define as condições do empréstimo para recapitalizar e sanear o setor bancário espanhol.

O crédito constitui um verdadeiro balão de oxigênio para o governo de Mariano Rajoy, mas está condicionado a uma série de medidas, incluindo a apresentação, até o final de julho, do plano de Orçamento plurianual para 2013-2014.

Rajoy já anunciou que seu governo está disposto a adotar medidas “importantes” nos próximos dias para reduzir o déficit público, incluindo o aumento do imposto ao valor agregado (IVA).

Os mercados aguardavam com nervosismo os detalhes do acordo, após o anúncio, no dia 9 de junho, de que a Zona do Euro ofereceu até 100 bilhões de euros para recapitalizar os bancos espanhóis.

Os juros pagos pela emissão de títulos da dívida da Espanha dispararam nesta segunda-feira, com os papéis a 10 anos a 7,023%, contra 6,912% na sexta-feira.

Nas últimas semanas, membros da Comissão Europeia, da Autoridade Bancária Europeia (ABE), do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) negociaram com o governo espanhol um rascunho com os termos do empréstimo, que inclui condições aos Bancos e a todo setor financeiro.

Na reunião em Bruxelas, Juncker foi confirmado para um segundo mandato, de dois anos e meio, como presidente do Eurogrupo.

O primeiro-ministro de Luxemburgo assumiu a presidência do Eurogrupo pela primeira vez em 2005 e seu atual mandato terminava no dia 17 de julho.

Os ministros da Economia reunidos na Bélgica também decidiram nomear o alemão Klaus Regling para a direção do fundo de resgate permanente, o Mede, um cargo ao qual concorria a espanhola Belén Romana.

Leia mais em AFP Móvel

 

BRUXELAS, Espanha (AFP) – A Zona do Euro obteve nesta segunda-feira um “acordo político” sobre o resgate do setor financeiro da Espanha, que prevê a liberação de 30 bilhões de euros até o final de julho para salvar os bancos espanhóis.

“Autorizamos a injeção de uma primeira parcela, de 30 bilhões de euros até o final deste mês” para recapitalizar os bancos da Espanha, informou o chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

No total, o acordo prevê 100 bilhões de euros para os bancos espanhóis, com um período de carência de até 15 anos.

Os ministros da Zona do Euro também decidiram prorrogar, até 2014, o prazo para a Espanha limitar seu déficit a 3% do PIB, segundo o comissário de Assuntos Monetários, Olli Rehn.

Devido à deterioração da situação econômica na Espanha, a Zona do Euro decidiu prorrogar, por um ano, a meta de déficit de 3%. Seguindo os prognósticos da Comissão Europeia, Madri deverá ter um déficit a 6,3% este ano, de 4,5% em 2013 e de 2,8 em 2014, disse Olli Rehn.

A Espanha fechou 2011 com um déficit de 8,9% e havia acertado com Bruxelas reduzi-lo a 5,3% em 2012.

Segundo o comissário de Assuntos Monetários, assim que o supervisor financeiro único para a Zona do Euro estiver operacional, a Espanha deixará de ser o avalista do pacote de socorro.

“Haverá um supervisor financeiro” e a partir daí se romperá o vínculo entre a dívida soberana e a dívida bancária, precisou Rehn ao final de nove horas de debates em Bruxelas.

Um alto funcionário europeu estimou que a entrada em vigor do “supervisor financeiro” não será possível antes de 2013, talvez 2014.

Assim, o dinheiro virá de imediato do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), até a vigência do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEDE), e será canalizado através do fundo espanhol de ajuda à reestruturação do setor bancário (FROB).

O acordo político entre os ministros das Finanças tem por base o Memorando de Entendimento (Mou) com a Espanha, que define as condições do empréstimo para recapitalizar e sanear o setor bancário espanhol.

O crédito constitui um verdadeiro balão de oxigênio para o governo de Mariano Rajoy, mas está condicionado a uma série de medidas, incluindo a apresentação, até o final de julho, do plano de Orçamento plurianual para 2013-2014.

Rajoy já anunciou que seu governo está disposto a adotar medidas “importantes” nos próximos dias para reduzir o déficit público, incluindo o aumento do imposto ao valor agregado (IVA).

Os mercados aguardavam com nervosismo os detalhes do acordo, após o anúncio, no dia 9 de junho, de que a Zona do Euro ofereceu até 100 bilhões de euros para recapitalizar os bancos espanhóis.

Os juros pagos pela emissão de títulos da dívida da Espanha dispararam nesta segunda-feira, com os papéis a 10 anos a 7,023%, contra 6,912% na sexta-feira.

Nas últimas semanas, membros da Comissão Europeia, da Autoridade Bancária Europeia (ABE), do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) negociaram com o governo espanhol um rascunho com os termos do empréstimo, que inclui condições aos Bancos e a todo setor financeiro.

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