Mundo
Partido tunisiano quer ‘criminalizar’ ataques à religião
Legenda islâmica Ennahda, que está no poder na Tunísia, aprovou em seu programa uma moção para “criminalizar os ataques ao sagrado”
TÚNIS, Tunísia (AFP) – O Ennahda, partido islâmico no poder na Tunísia, aprovou em seu programa uma disposição que torna crime qualquer ataque à religião, segundo as conclusões de seu congresso publicadas na madrugada desta terça-feira 17.
Ao ler a declaração final, o presidente do congresso do Ennahda e ministro tunisiano da Saúde, Abdelatif Mekki, disse que os delegados incluíram uma moção para “criminalizar os ataques ao sagrado”, e que tal medida fará parte do programa político do partido.
Mekki não deu detalhes sobre a decisão e o texto da moção aprovada pelo Ennahda não foi divulgado.
Os ataques à religião são um tema sensível na Tunísia, país que enfrentou em junho uma onda de violência sem precedentes, após a queda do presidente Zin El Abidin Ben Ali, em janeiro de 2011.
Uma exposição de arte realizada em La Marsa (subúrbio norte de Túnis), onde havia obras consideradas ofensivas ao Islã, desencadeou uma série de distúrbios provocados por grupos salafistas. A violência levou ao toque de recolher em várias regiões do país.
O Ennahda se apresenta como um partido islâmico “moderado” e “centrista”, mas a oposição parlamentar suspeita de suas pretensões para uma ‘islamização’ progressiva do país.
Ao ler da declaração final do congresso, Mekki afirmou que o partido Ennahda quer “estabelecer um estado civil inspirado nos valores islâmicos e nas conquistas humanas”.
Seus aliados de centro esquerda consideram que o Ennahda já aderiu aos princípios republicanos, especialmente ao renunciar à incorporação da sharia – a lei islâmica – na Constituição que está sendo elaborada.
Leia mais em AFP Movel.
TÚNIS, Tunísia (AFP) – O Ennahda, partido islâmico no poder na Tunísia, aprovou em seu programa uma disposição que torna crime qualquer ataque à religião, segundo as conclusões de seu congresso publicadas na madrugada desta terça-feira 17.
Ao ler a declaração final, o presidente do congresso do Ennahda e ministro tunisiano da Saúde, Abdelatif Mekki, disse que os delegados incluíram uma moção para “criminalizar os ataques ao sagrado”, e que tal medida fará parte do programa político do partido.
Mekki não deu detalhes sobre a decisão e o texto da moção aprovada pelo Ennahda não foi divulgado.
Os ataques à religião são um tema sensível na Tunísia, país que enfrentou em junho uma onda de violência sem precedentes, após a queda do presidente Zin El Abidin Ben Ali, em janeiro de 2011.
Uma exposição de arte realizada em La Marsa (subúrbio norte de Túnis), onde havia obras consideradas ofensivas ao Islã, desencadeou uma série de distúrbios provocados por grupos salafistas. A violência levou ao toque de recolher em várias regiões do país.
O Ennahda se apresenta como um partido islâmico “moderado” e “centrista”, mas a oposição parlamentar suspeita de suas pretensões para uma ‘islamização’ progressiva do país.
Ao ler da declaração final do congresso, Mekki afirmou que o partido Ennahda quer “estabelecer um estado civil inspirado nos valores islâmicos e nas conquistas humanas”.
Seus aliados de centro esquerda consideram que o Ennahda já aderiu aos princípios republicanos, especialmente ao renunciar à incorporação da sharia – a lei islâmica – na Constituição que está sendo elaborada.
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