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Despedidas dos grandes

Enquanto Ibrahimović anuncia o encerramento da carreira no Milan, Benzema deixa o Real Madrid e vai para o mundo árabe

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Carreiras. O sueco Ibrahimović para aos 41 anos. O francês Benzema prossegue aos 35 – Imagem: Pierre-Philippe Marcou/AFP e Gabriel Bouys/AFP
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Enquanto, por aqui, vamos arrancando nessa embrulhada de campeonatos, taças, torneios etc., no Velho Mundo o calendário não menos sufocante parte para o fim da temporada 2022-2023 com pouquíssimas surpresas.

Tivemos, no Campeonato Italiano, a volta do Napoli como campeão. É curiosa a resistência do time do extremo Sul pobre da Bota em comparação com os times do centro e, principalmente, do rico Norte italiano.

Nos demais campeonatos, os “mandões” de sempre vão festejando, enquanto alguns veteranos se despedem dos campos definitivamente, como o extraordinário Zlatan Ibrahimović, jogador sueco, de ascendência servo-croata que, aos 41 anos, encerra a carreira no poderoso Milan – time que, por sinal, vai aos poucos retomando sua história grandiosa.

O jogador sueco tem uma trajetória intrigante. Sendo ele grandalhão, conseguia uma agilidade e flexibilidade impressionantes para o seu tamanho. Tais condições atléticas são atribuídas ao jiu-jítsu, seu esporte quando bem jovem. Ficará marcado na nossa memória pelo gol numa bicicleta sui generis, uma cena de acrobacia circense.

Vemos, ao mesmo tempo, outros atletas esticarem suas carreiras no mundo árabe, que já se tornou uma “canaleta” para grandes astros em reta final da profissão. Desta vez, quem vai – entre outros, diga-se – é o Chuteira de Ouro Karim Benzema.

Foi anunciado esta semana que o atacante francês, que deixou o Real Madrid após 14 temporadas, assinou contrato até 2026 com o Al-Ittihad, da Arábia Saudita. Tudo fazia crer que nunca sairia do Real, mas a realidade cruel do esporte profissional não comporta romantismos.

Enquanto isso, o genial Messi, la ­pulga, decide se fecha o ciclo no Barcelona ou se pula também para o mundo árabe. Messi, com sua personalidade, nunca ficou à vontade no meio do estrelismo assoberbado do Paris Saint-Germain. Ele sai realçando o prazer de ter jogado mais um tempo ao lado do amigo Neymar – este sempre no foco de especulações sobre se vai ou se fica no PSG.

Nós, enfeitiçados pelo futebol, acabamos prejudicados pelo hiato do hermano na França. Pelo menos, fomos salvos pelo seu brilhantismo na Copa do Mundo de 2022, no Catar, vencida pela Argentina.

Se Messi se acertar com o Barcelona, ainda poderemos ser recompensados com sua genialidade, uma vez que Xavi, atual técnico do Barcelona, vai saber ajustá-lo ao time. •

Publicado na edição n° 1263 de CartaCapital, em 14 de junho de 2023.

Este texto aparece na edição impressa de CartaCapital sob o título ‘Despedidas dos grandes’

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