Mundo
Partido Republicano adota posição radical contra o aborto
Em seu programa de governo, o Partido se posiciona contrário ao aborto, inclusive em caso de estupro ou incesto
WASHINGTON (AFP) – O Partido Republicano dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira 21 a adoção de um estrita posição contra o aborto, inclusive em caso de estupro ou incesto, em seu programa de governo para a convenção presidencial que ocorrerá na próxima semana.
A decisão da comissão integrada por 110 membros do partido ocorre em meio ao escândalo envolvendo as declarações do deputado republicano Todd Akin, que afirmou no domingo que uma mulher vítima de um “verdadeiro estupro” raramente fica grávida.
O programa eleitoral republicano, que será oficializado na convenção de Tampa (Flórida) entre 27 e 30 de agosto, prevê a proibição de todos os abortos e a concessão aos fetos das proteções constitucionais.
O porta-voz do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, afirmou na segunda-feira 20 que o ex-governador de Massachusetts não fará oposição ao aborto em caso de estupro.
Nos Estados Unidos, o aborto é legal desde a decisão da Suprema Corte no caso “Roe contra Wade”, de 1973.
O Partido Democrata reagiu à decisão afirmando que “os líderes republicanos integraram a ’emenda Akin’ ao programa do partido”.
Segundo o porta-voz da campanha democrata Lis Smith “vários dos que apoiam e aconselham Romney estavam presentes e permaneceram em silêncio” quando se votou a posição contra o aborto. “Isto não surpreende, já que Mitt Romney apoiou o mesmo discurso nos programas republicanos de 2004 e 2008 e (seu candidato a vice) Paul Ryan defende a proibição do aborto mesmo em caso de estupro”.
WASHINGTON (AFP) – O Partido Republicano dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira 21 a adoção de um estrita posição contra o aborto, inclusive em caso de estupro ou incesto, em seu programa de governo para a convenção presidencial que ocorrerá na próxima semana.
A decisão da comissão integrada por 110 membros do partido ocorre em meio ao escândalo envolvendo as declarações do deputado republicano Todd Akin, que afirmou no domingo que uma mulher vítima de um “verdadeiro estupro” raramente fica grávida.
O programa eleitoral republicano, que será oficializado na convenção de Tampa (Flórida) entre 27 e 30 de agosto, prevê a proibição de todos os abortos e a concessão aos fetos das proteções constitucionais.
O porta-voz do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, afirmou na segunda-feira 20 que o ex-governador de Massachusetts não fará oposição ao aborto em caso de estupro.
Nos Estados Unidos, o aborto é legal desde a decisão da Suprema Corte no caso “Roe contra Wade”, de 1973.
O Partido Democrata reagiu à decisão afirmando que “os líderes republicanos integraram a ’emenda Akin’ ao programa do partido”.
Segundo o porta-voz da campanha democrata Lis Smith “vários dos que apoiam e aconselham Romney estavam presentes e permaneceram em silêncio” quando se votou a posição contra o aborto. “Isto não surpreende, já que Mitt Romney apoiou o mesmo discurso nos programas republicanos de 2004 e 2008 e (seu candidato a vice) Paul Ryan defende a proibição do aborto mesmo em caso de estupro”.
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