A cidadania mutilada no espaço urbano
Arquiteta Joice Berth fala sobre seu novo livro ‘Se a cidade fosse nossa’
Em sua nova obra, “Se a cidade fosse nossa”, a arquiteta Joice Berth, destrincha o quanto a divisão histórica na construção da cidade determinou os acessos e privilégios na experiência dos territórios. De quem tem a cidade como lugar de passagem e quem consegue usufruir do espaço urbano.
“A mobilidade urbana é a principal estrutura de divisão das cidades e ela desfavorece a negritude. Você mora no Capão Redondo, você pode vir para o centro da cidade trabalhar, mas você não pode vir usufruir dos equipamentos que estão ali. Então que cidade é essa, que é nossa? Ocupar, como? Resistir como dentro dessa cidade?”, questiona Berth.
Em entrevista à repórter Camila da Silva, a arquiteta detalha a pesquisa de seu novo livro, que será lançado em 3 de junho, e comenta como a retirada das barracas da população de rua de São Paulo e o episódio do entregador negro chicoteado à luz do dia no Rio refletem o quanto a cidade não é nossa.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



