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Ministério Público da Argentina pede júri popular para atentado contra Cristina Kirchner
Justiça vai analisar pedidos de condenação a três detidos; entre eles, há um brasileiro
O Ministério Público da Argentina solicitou que o processo sobre o atentado contra a vice-presidente Cristina Kirchner seja alçado ao julgamento oral, nome dado à audiência pública em que as partes expõem suas argumentações e produzem provas para chegar a uma sentença de condenação ou absolvição.
De acordo com o jornal argentino Página 12, em publicação desta segunda-feira 29, a Procuradoria imputou a três pessoas detidas a responsabilidade sobre o atentado à ex-presidente peronista.
Ficaram de fora acusações contra possíveis incentivadores e financiadores, vários deles ligados ao partido Juntos por el Cambio, bloco partidário que tem o ex-presidente Mauricio Macri como um dos expoentes.
Conforme aponta o jornal, os acusados pelos crimes são:
- Fernando Sabag Montiel, o brasileiro que apontou a arma contra Kirchner em 1º de setembro do ano passado, acusado de “tentar matar premeditadamente” a vice de Alberto Fernández;
- Brenda Uliarte, que teria cooperado com Montiel na tentativa de assassinato com o “planejamento prévio”;
- e Nicolás Carrizo, que apareceu em uma entrevista na televisão ao lado de Brenda Uliarte e chefe do grupo Los Copitos, quadrilha que teria participado da armação.
A juíza do caso será María Eugenia Capuchetti, quem autorizará ou não o encerramento da investigação sobre os autores materiais do crime. A Procuradoria considerou que não foi possível comprovar se o ataque exigiu financiamento específico ou se os réus receberam pagamentos externos para cometerem o ato.
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