Educação

‘Sei dos equívocos do Novo Ensino Médio’, diz Camilo Santana após manifestação de estudantes em MT

Representantes de movimentos estudantis levantaram placas pela revogação do modelo. Ao final do evento, entregaram uma carta ao ministro

‘Sei dos equívocos do Novo Ensino Médio’, diz Camilo Santana após manifestação de estudantes em MT
‘Sei dos equívocos do Novo Ensino Médio’, diz Camilo Santana após manifestação de estudantes em MT
Foto: Reprodução/G1
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O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta quinta-feira 25 que “houve equívocos” na implementação do Novo Ensino Médio e por isso o MEC abriu consulta pública para ouvir professores, estudantes e estados.

A declaração, reproduzida pelo G1, aconteceu durante o evento de retomada de obras em escolas de educação básica em Cuiabá (MT).

Na ocasião, representantes da União Estadual dos Estudantes, da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e da Juventude de Luta de MT levantaram cartazes e interromperam a solenidade com gritos de “revoga já”, antes do discurso do governador Mauro Mendes (União Brasil).

Em seguida, o ministro se levantou e disse que “houve equívocos no Novo Ensino Médio”. Ele ponderou, no entanto, que o poder de revogação não é do Ministério da Educação, mas do Congresso Nacional. 

“Eu sei dos equívocos do Novo Ensino Médio. Eu fui governador e sei da falta de diálogo que teve nessa implantação desse processo. Desde 8 de março, nós abrimos uma consulta pública para ouvir instituições e entidades e recriei o Fórum Nacional de Educação”, afirmou. “Já estava em implantação desde o ano passado e, em um país democrático, o que temos que fazer é abrir o diálogo. É o que tenho feito, e abri uma portaria para ouvir estudantes, para ouvir professores e para ouvir os estados. Porque são os estados que implementam o ensino médio, não é o MEC. E quem revoga não é o MEC, é o Congresso Nacional, conforme a lei. Então, o que a gente precisa fazer é dialogar, é construir consensos.”

Ao final do evento, os estudantes entregaram uma carta com as razões pelas quais defendem a revogação:

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