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Presidente da CPI do MST corta microfone de deputada ao ser citado como alvo de investigação da PF
O Tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS) é suspeito de patrocinar e incentivar atos antidemocráticos no Rio Grande do Sul e em Brasília
O presidente da CPI do MST, Tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS), cortou o microfone da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) durante sessão nesta terça-feira 23.
No momento, a parlamentar lia a notícia de que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou à Polícia Federal que retome as investigações sobre a suposta participação de Zucco em atos antidemocráticos.
Zucco é suspeito de patrocinar e incentivar atos antidemocráticos no Rio Grande do Sul e em Brasília contra o resultado das eleições de 2022. O pedido de investigação começou no RS, mas o Tribunal Regional Federal da Quarta Região entendeu que, como Zucco tem foro privilegiado, a análise deveria ser feita pelo STF.
A decisão pela investigação sobre a conduta do parlamentar é da sexta-feira 19. Na ocasião, Moraes, que é relator do caso, escreveu: “Encaminhe-se os autos à Polícia Federal, para continuidade das investigações”.
Após cortar o microfone da parlamentar, Zucco disse que não iria permitir ‘ataques pessoais’ e que o tema não era pauta da CPI.
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