Economia

Relator da regra fiscal nega que mudanças no projeto ampliem gastos em R$ 80 bilhões

O deputado Cláudio Cajado afirmou que só fará alterações no texto com aval dos líderes e da equipe econômica do governo

Relator da regra fiscal nega que mudanças no projeto ampliem gastos em R$ 80 bilhões
Relator da regra fiscal nega que mudanças no projeto ampliem gastos em R$ 80 bilhões
O deputado federal Cláudio Cajado (PP-BA). Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
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O relator do arcabouço fiscal na Câmara, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), negou que o texto apresentado por ele na última segunda-feira 18 permita a ampliação de gastos em até 80 bilhões de reais, segundo cálculo feito por agentes do mercado financeiro. Para o parlamentar, o aumento deve ser de aproximadamente 10 milhões.

Os números são incorretos e improcedentes. Não existe nenhuma alteração do valor da despesa que foi ofertada [pelo governo]. Mantivemos o que veio no texto original, apenas mudando o que era estimado da inflação de julho a dezembro [deste ano]. E concretizamos de julho de 2023 a junho de 2022″, afirmou Cajado em entrevista ao podcast 2+1, do jornal O Globo. “A diferença que passa a existir, de 2%, colocamos como possibilidade de o governo utilizar em crédito adicional. Nós aumentamos em 2,5% o aumento real, para que houvesse essa correção.”

De acordo com o deputado, cerca de 40 emendas ao texto foram apresentadas por parlamentares e devem ser objeto de análise. Alterações no relatório, acrescentou, só serão feitas em acordo com os líderes partidários e com o aval da equipe econômica do governo.

“Eu vou analisar de forma muito dedicada, vamos ver as justificativas de cada um, e eu vou dar meu parecer. Sugestões que estão surgindo também vamos analisar. Se vier para aperfeiçoar o texto, podemos levar em consideração.”

Cajado ainda atribuiu o placar da votação do requerimento de urgência à inexistência de disputas políticas em torno do texto. O mecanismo que permite a análise da proposta diretamente no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões, foi aprovado por 367 deputados.

“Se dependesse da base do governo, nem sei se seriam aprovadas matérias de quórum simples. Existem matérias que vão além do interesse do governo. Mesmo que o ambiente político esteja contaminado, matérias como essa não serão contaminadas”, completou.

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