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‘Eleições de 22 estão superadas’, diz Bolsonaro em passagem pelo Senado
O ex-capitão pode se tornar inelegível e, desta forma, ficar impedido de disputar o próximo pleito presidencial
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) visitou nesta quinta-feira 18 o Senado e participou de uma reunião no gabinete de seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ele chegou à Casa Alta logo depois de o tenente-coronel Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, ficar em silêncio durante depoimento na sede da Polícia Federal em Brasília. Há duas semanas, Cid foi preso acusado de participar de um esquema de falsificação de dados de cartões de vacinação no sistema do Ministério da Saúde, a beneficiar, entre outros, Bolsonaro.
Na passagem pelo Senado, o ex-capitão falou brevemente com a imprensa e não antecipou sua estratégia para 2026.
“Ajudar, apesar de não simpatizar com o governo, queremos colaborar”, afirmou. “Eleições de 22 superadas. 26 só se discute depois de 2024. Sem rancor da nossa parte”, emendou.
Bolsonaro, porém, pode se tornar inelegível e, desta forma, ficar impedido de disputar o próximo pleito. Em abril, o Ministério Público Eleitoral se manifestou a favor da inelegibilidade no âmbito da ação que apura a reunião promovida pelo ex-presidente com embaixadores em julho de 2022. O caso foi aberto a pedido do PDT e é o mais avançado na Justiça.
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A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
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