Plano Haddad não dobra BC: Que será da economia?

André Barrocal entrevista Marcio Pochmann, economista e ex-presidente do Ipea

O Banco Central reuniu-se pela terceira vez em 2023 para discutir a taxa básica de juros e de novo resolveu deixar a chamada Selic do jeito que está: em 13,75% ao ano, o que faz do Brasil campeão mundial de juro real, aquele descontada a inflação. A inflação é, aliás, a razão apontada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC para manter a taxa e, assim, conter o aumento de preços. O outro lado da moeda é que, nesse nível, o juro desestimula o investimento privado (a Fiesp classifica a taxa de “pornográfica”), o que faz com que a economia ande com a roda presa. O Brasil tem muitas carências sociais e salariais, e sem crescimento do PIB não irá resolvê-las. O plano de controle de gastos públicos preparado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que logo será votado no Congresso, não serviu para convencer o BC a baixar a Selic. E agora, como o governo Lula e o Brasil sairão dessa? Sobre esses assuntos, o repórter André Barrocal entrevista AO VIVO Marcio Pochmann, economista e ex-presidente do Ipea.

Cacá Melo

Cacá Melo
Produtor audiovisual em CartaCapital

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