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Maduro acusa governo Biden de ‘saquear’ petroleira da Venezuela

O caso está relacionado com a indenização ao grupo canadense Crystallex pela expropriação em 2011 de uma mina no território da Venezuela

Maduro acusa governo Biden de ‘saquear’ petroleira da Venezuela
Maduro acusa governo Biden de ‘saquear’ petroleira da Venezuela
Fotos: AFP
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou na quinta-feira (4) o governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de comandar o “saque” da refinaria Citgo, após uma decisão judicial que permite a venda de ações para pagar os credores.

“O que o governo de Joe Biden está fazendo é um dos roubos, um dos maiores saques já ocorridos contra qualquer nação do mundo e nós o rejeitamos, repudiamos”, disse Maduro durante um evento em Caracas.

Maduro, cuja reeleição em 2018 não é reconhecida por Washington, que a considera fraudulenta, reagiu à decisão de um tribunal do estado de Delaware que autorizou o início do processo de venda de ações da empresa como compensação aos credores.

A decisão tem o aval, anunciado em 1º de maio, da Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento de Estado.

Na quarta-feira, a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez afirmou que os atos “são absolutamente nulos”, ao mesmo tempo que acusou Washington de “autorizar o leilão judicial da Citgo”.

Maduro também acusou o opositor Juan Guaidó de apoiar o “roubo” da Citgo.

É por isso que o rato Juan Guaidó fugiu, para coordenar no exterior o roubo da empresa Citgo”, disse Maduro, em referência à viagem do líder opositor da Venezuela para os Estados Unidos.

Após uma reunião na Colômbia, delegações de 20 países – incluindo Estados Unidos – se expressaram a favor da flexibilização da sanções contra a Venezuela caso o governo de Caracas se comprometa a organizar eleições com garantias para a oposição em 2024.

Mas a decisão sobre o grupo Citgo foi uma “facada” nas gestões do presidente colombiano Gustavo Petro, segundo Maduro.

Os Estados Unidos já haviam autorizado o Parlamento venezuelano eleito em 2015, com maioria opositora e reconhecido como a última autoridade eleita democraticamente, a negociar “qualquer dívida” do governo ou da PDVSA.

O caso Citgo está relacionado com a indenização ao grupo canadense Crystallex pela expropriação em 2011 de uma mina no território da Venezuela, sem o pagamento de 1,2 bilhão de dólares determinados em uma arbitragem internacional.

Outros credores tentaram obter a liquidação de suas dívidas processando a Citgo, que tem sede em Houston – no estado americano do Texas – e que possui três refinarias e uma rede de postos de gasolina nos Estados Unidos.

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