Sociedade
MST desocupa fazenda da Embrapa, mas pressiona governo Lula sobre reforma agrária
O território federal havia sido invadido há uma semana em uma das ações do Abril Vermelho no intuito de pressionar o governo pela reforma agrária
Mais de 600 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra desocuparam a propriedade da Fazenda Embrapa, em Petrolina (PE).
O território federal havia sido invadido há uma semana em uma das ações do Abril Vermelho no intuito de pressionar o governo pela reforma agrária. A despeito da ação, o resultado foi oposto: a ocupação da fazenda Empraba estremeceu a relação com Lula, que endureceu declarações contra o movimento.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou na sexta-feira 21 que recentes ocupações de terra promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto geraram tensão e impossibilitaram o anúncio de um plano nacional de reforma agrária.
As famílias migraram para um acampamento provisório em uma área vizinha e agora aguardam o cumprimento da promessa de novos assentamentos, firmada na quinta-feira 20. O novo plano de reforma agrária deve ser anunciado no próximo mês, segundo acordo definido em encontro entre lideranças do MST e do governo Lula após as ocupações.
Líderes regionais do movimento afirmam que a saída dos sem-terra foi motivada pelo acordo com o governo pelo cadastramento das famílias no, mas alertam que “se não iniciar já acende o sinal vermelho” para novas ações.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



