Mundo
Casa Branca diz que Brasil ‘papagueia propaganda russa e chinesa’ sobre a Ucrânia
No final de semana, declarações de Lula sobre o conflito geraram repercussão internacional
A Casa Branca criticou duramente o Brasil, nesta segunda-feira 17, depois de o presidente Lula afirmar, durante viagem à China, que os Estados Unidos encorajam a guerra na Ucrânia.
“Neste caso, o Brasil está papagueando a propaganda russa e chinesa sem observar os fatos em absoluto”, disse a jornalistas o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Kirby.
No final de semana, duas declarações de Lula sobre a guerra geraram repercussão internacional:
- Na sexta-feira 14, em Pequim, ele afirmou que os Estados Unidos e a União Europeia “precisam parar de incentivar a guerra e começar a falar em paz”. Só assim, prosseguiu Lula, será possível “convencer Putin e Zelensky de que a paz interessa a todo o mundo e a guerra, por enquanto, só está interessando aos dois”;
- No domingo 16, em Abu Dhabi, o petista disse: “Eu penso que a construção da guerra foi mais fácil do que será a saída da guerra, porque a decisão da guerra foi tomada por dois países”.
Nesta segunda, o chanceler da Rússia, Sergey Lavrov, transmitiu um convite de Vladimir Putin para que Lula visite Moscou. A informação foi divulgada após encontro com o ministro brasileiro das Relações Exterioes, Mauro Vieira.
“As visões do Brasil e da Rússia são únicas em relação aos acontecimentos que ocorrem na Rússia, e estamos atingindo uma ordem mundial mais justa e correta, baseando-se no direito. Isso nos dá uma visão de mundo multipolar”, disse Lavrov depois da agenda.
Em uma rápida declaração após o encontro, Vieira afirmou ter reiterado a Lavrov a disposição do Brasil de participar de uma solução para a guerra na Ucrânia. “Afirmo também nossa posição sobre um cessar-fogo o mais rápido possível, sobre o respeito ao direito humanitário e também sobre o estabelecimento de uma paz a longo prazo, que é importante para nós.”
(Com informações da AFP)
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



