Política

Após sair do União Brasil, Waguinho se filia ao Republicanos

A ministra do Turismo, Daniela Carneiro – esposa do prefeito de Belford Roxo -, pediu ao TSE uma autorização para se desvincular do UB

Após sair do União Brasil, Waguinho se filia ao Republicanos
Após sair do União Brasil, Waguinho se filia ao Republicanos
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O prefeito de Belford Roxo (RJ), Wagner Carneiro, conhecido como Waguinho, deixou o União Brasil e se filiou nesta segunda-feira 10 ao Republicanos. Ele também foi anunciado como o novo presidente estadual da legenda.

“Acredito que o Republicanos é um partido que está comprometido com a busca por um estado mais justo e igualitário para todos”, disse o prefeito em nota. “Minha meta é continuar lutando por políticas públicas que melhorem a vida das pessoas, especialmente aquelas que mais precisam de apoio e oportunidades.”

O movimento se concretiza no dia em que a ministra do Turismo, Daniela Carneiro – esposa de Waguinho -, pediu ao Tribunal Superior Eleitoral uma autorização para se desvincular do União Brasil. O partido ainda controla, direta ou indiretamente, as Comunicações e o Desenvolvimento Regional no governo Lula.

O processo encabeçado por Carneiro foi protocolado no TSE em 6 de abril e está sob a relatoria do ministro Ricardo Lewandowski. Também pedem desfiliação do UB por justa causa os deputados Chiquinho Brazão, Dani Cunha, Juninho do Pneu, Ricardo David e Marcos Soares, todos do Rio de Janeiro.

Os parlamentares sustentam que o presidente do partido, Luciano Bivar, chegou a bloquear senhas do diretório estadual, o que inviabilizaria a participação em convenções municipais. Segundo a ação, “tal conduta não passa de sorrateira manobra política, para centralizar o poder partidário em si e seus asseclas”.

A alegação é de que a cúpula da sigla também recorre a “expedientes autoritários” em outros estados. A peça ainda mira o vice-presidente Antonio Rueda.

“A grave discriminação política-pessoal decorre da tentativa de afastar os deputados do convívio partidário, mediante promessa de expulsão em decorrência de seu posicionamento, especialmente considerando os insultos e ameaças perpetradas pelo Vice-Presidente contra os requerentes, por apenas defenderem uma condução pautada na democracia intrapartidária”, diz o texto.

Outra tentativa é fazer com que as desfiliações sejam acompanhadas pela perda de parte do tempo de TV e do fundo partidário do União Brasil.

“Permitir a manutenção desses recursos com o partido transgressor, significa, além de premiar essa atuação antidemocrática, capacitar esses dirigentes com ainda mais poder para seguirem com a nefasta prática de gestão, em manifesta oposição ao princípio da razoabilidade, além de afrontosa ao sistema representativo.”

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