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Protesto contra Reforma da Previdência na França tem até incêndio em cafeteria apreciada por Macron

O ato levou cerca de 570 mil pessoas às ruas, de acordo com o Ministério do Interior, e ‘quase dois milhões’, segundo as centrais sindicais

Protesto contra Reforma da Previdência na França tem até incêndio em cafeteria apreciada por Macron
Protesto contra Reforma da Previdência na França tem até incêndio em cafeteria apreciada por Macron
Incêndio no toldo do La Rotonde, em Paris, em 6 de abril. Foto: Thomas Samson/AFP
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Os franceses foram às ruas nesta quinta-feira 6 para a 11ª jornada de protestos contra a Reforma da Previdência do presidente Emmanuel Macron, oito dias antes de uma decisão crucial do Conselho Constitucional que pode desbloquear um conflito social.

Símbolo do descontentamento, um sinalizador lançado durante um confronto entre um grupo de manifestantes radicais e as forças de segurança incendiou parte do toldo do restaurante La Rotonde, em Paris, um local apreciado por Macron, antes da rápida intervenção dos bombeiros.

“Temos a impressão de que estamos diante de um governo surdo, que Emmanuel Macron não está nem um pouco interessado no que está acontecendo em seu próprio país”, disse à AFP Elise Bouillon, estudante de Arquitetura e Urbanismo, que protestou em Paris contra o que chamou de reforma “injusta e brutal”.

Para aumentar a pressão sobre os “sábios” constitucionais, os sindicatos convocaram novos protestos para 13 de abril, levando cerca de 570 mil pessoas às ruas nesta quinta, de acordo com o Ministério do Interior, e “quase dois milhões”, segundo as centrais sindicais.

Escolas e universidades foram bloqueadas, algumas viagens de trens foram canceladas, houve cortes temporários de acesso a cidades como Rennes e ocorreu breve invasão da sede do gestor de ativos BlackRock.

Uma reunião na quarta-feira 5 entre a primeira-ministra, Élisabeth Borne, e os líderes sindicais serviu apenas para constatar que os dois lados mantêm suas posições inflexíveis e aguardam a decisão do Conselho Constitucional, marcada para 14 de abril.

“A única solução é a retirada da reforma”, reiterou nesta quinta a nova líder do sindicato CGT, Sophie Binet, para quem, diante da “profunda revolta”, o governo “atua como se nada estivesse acontecendo” e “vive em uma realidade paralela”.

O governo se nega a desistir da reforma, que aumenta a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos a partir de 2030 e antecipa para 2027 a exigência de contribuição por 43 anos, e não mais 42, para o direito a uma pensão integral. As medidas são rejeitadas por dois terços dos franceses, de acordo com pesquisas.

Confira imagens dos protestos desta quinta-feira:

Foto: Alain JOCARD/AFP

Foto: Alain JOCARD/AFP

Foto: Alain JOCARD/AFP

Foto: Alain JOCARD/AFP

Foto: Thomas SAMSON/AFP

Foto: LOIC VENANCE/AFP

Foto: LOIC VENANCE/AFP

(Com informações da AFP)

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