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SUS corre o risco de desabastecimento de insulina de ação rápida a partir de maio, alerta TCU
Os auditores apontaram que o estoque do medicamento só se mantém até abril
Uma auditoria do Tribunal de Contas da União alertou para alto risco de desabastecimento de insulinas de ação rápida, a partir de maio, no Sistema Único de Saúde. O medicamento é utilizado no tratamento do diabetes mellitus. O documento foi revelado nesta sexta-feira 31 pelo G1.
O medicamento geralmente é usado por pacientes com diabetes tipo 1, quando o pâncreas para de produzir o hormônio. Neste caso, a caneta de insulina rápida é necessária para manter os níveis de glicose estáveis depois da ingestão de alimentos.
Segundo os auditores, o risco de desabastecimento se deve à ausência de propostas para a aquisição do medicamento nos dois últimos pregões; ao estoque insuficiente do produto, que cobriria a demanda até abril; e à impossibilidade de fazer aditivos aos contratos já existentes. O monitoramento foi realizado a pedido do Congresso Nacional para apurar eventuais “irregularidades existentes nas compras, entregas e armazenamento dos medicamentos utilizados no tratamento do Diabetes Mellitus”.
Ao TCU, o Ministério da Saúde informou ter iniciado o procedimento de compra direta emergencial do remédio, por dispensa de licitação, com o objetivo de adquirir 196.015 unidades. Mesmo assim, o risco de desabastecimento se mantém, segundo os auditores do TCU, uma vez que a nova remessa estaria disponível apenas em meados de junho.
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