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Justiça britânica aceita ação de quenianos por crimes da era colonial

As vítimas teriam sofrido tortura e abusos sexuais. Caso pode criar jurisprudência para reivindicações de mil quenianos

Justiça britânica aceita ação de quenianos por crimes da era colonial
Justiça britânica aceita ação de quenianos por crimes da era colonial
Simpatizantes de quenianos protestam em frente ao Tribunal Superior de Londres em julho. Foto: Leon Neal / AFP
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Um tribunal britânico aceitou nesta sexta-feira 5 a demanda apresentada contra o Reino Unido por três quenianos do movimento “Mau Mau” que afirmam ter sido vítimas de crimes durante a era colonial no Quênia.

O juiz do Tribunal Superior de Londres, Richard McCombe, considerou que “um julgamento justo nesta parte do caso continua sendo possível e que as provas das duas partes continuam sendo consideravelmente convincentes para que o tribunal possa desenvolver sua tarefa de maneira satisfatória”. A decisão foi anunciada três meses depois da ação ter sido examinada em uma audiência de 15 dias.

Jane Muthoni Mara, Paulo Muoka Nzili e Wambugu Wa Nyingi, que não compareceram nesta sexta-feira ao tribunal, afirmam ter sofrido torturas e abusos sexuais em campos de detenção durante o levante Mau Mau contra os colonizadores britânicos nos anos 1950. Segundo os advogados, Mara foi vítima de abusos sexuais, Nzili foi castrado e Nyingi duramente agredido.

Os três querem um pedido de desculpas do governo britânico e a criação de um fundo para as vítimas. O julgamento pode estabelecer jurisprudência para quase mil quenianos que foram vítimas de repressão e continuam vivos.

A brutal repressão da revolta Mau Mau provocou mais de 10.000 mortes entre 1952 e 1960, três anos antes da independência do Quênia. Dezenas de milhares de pessoas foram presas, incluindo o avô do presidente dos Estados Unidos Barack Obama.

Um tribunal britânico aceitou nesta sexta-feira 5 a demanda apresentada contra o Reino Unido por três quenianos do movimento “Mau Mau” que afirmam ter sido vítimas de crimes durante a era colonial no Quênia.

O juiz do Tribunal Superior de Londres, Richard McCombe, considerou que “um julgamento justo nesta parte do caso continua sendo possível e que as provas das duas partes continuam sendo consideravelmente convincentes para que o tribunal possa desenvolver sua tarefa de maneira satisfatória”. A decisão foi anunciada três meses depois da ação ter sido examinada em uma audiência de 15 dias.

Jane Muthoni Mara, Paulo Muoka Nzili e Wambugu Wa Nyingi, que não compareceram nesta sexta-feira ao tribunal, afirmam ter sofrido torturas e abusos sexuais em campos de detenção durante o levante Mau Mau contra os colonizadores britânicos nos anos 1950. Segundo os advogados, Mara foi vítima de abusos sexuais, Nzili foi castrado e Nyingi duramente agredido.

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