CartaExpressa

Senado quer ouvir Ramagem sobre denúncia de espionagem durante o governo Bolsonaro

A Abin operou o sistema sigiloso durante os três primeiros anos da gestão do ex-capitão

Senado quer ouvir Ramagem sobre denúncia de espionagem durante o governo Bolsonaro
Senado quer ouvir Ramagem sobre denúncia de espionagem durante o governo Bolsonaro
Foto: Carolina Antunes/PR
Apoie Siga-nos no

A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou nesta terça-feira 21 um requerimento de convite para que o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, se pronuncie sobre o uso, durante o governo de Jair Bolsonaro, de um programa secreto para monitorar a localização de pessoas por meio do celular.

O caso foi revelado pelo jornal O Globo. De acordo com o veículo, a Abin operou o sistema sigiloso durante os três primeiros anos da gestão Bolsonaro. A ferramenta permitia a vigilância de 10 mil proprietários de celulares a cada 12 meses.

Por se tratar de um convite – e não de uma convocação -, Ramagem não é obrigado a comparecer à sessão, ainda sem data definida. O requerimento, de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), contou com a oposição dos senadores Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Sergio Moro (União-PR), por entenderem que a comissão não seria o espaço adequado para ouvir o ex-diretor da Abin.

Após a revelação do monitoramento, Ramagem alegou, em postagem nas redes sociais, que o uso do programa não seria irregular.

“Em 2019, ao assumir o órgão, procedemos verificação formal do amparo legal de todos os contratos”, argumentou. “Para essa ferramenta, instauramos ainda correição específica para afirmar a regular utilização dentro da legalidade pelos seus administradores, cumprindo transparência e austeridade.”

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo