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Oposição na França apresenta moção de censura contra governo por polêmica reforma

Se for adotada, a moção derrubará o governo liderado pela primeira-ministra Élisabeth Borne, mas não Macron

Oposição na França apresenta moção de censura contra governo por polêmica reforma
Oposição na França apresenta moção de censura contra governo por polêmica reforma
Deputados protestam contra manobra de Macron para aprovar reforma da previdência. Foto: Alain JOCARD / AFP
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Deputados independentes anunciaram, nesta sexta-feira (17), a apresentação de uma moção de censura “transpartidária” contra o governo francês, assinada também por parlamentares da oposição de esquerda, em resposta à polêmica adoção da reforma da Previdência.

“A votação desta moção nos permitirá sair ilesos de uma profunda crise política”, disse o presidente da bancada parlamentar LIOT, Bertrand Pancher.

Na véspera, o presidente francês, Emmanuel Macron, decidiu aprovar sua reforma da Previdência sem submetê-la aos deputados, por temer perder a votação na Assembleia Nacional (Câmara Baixa).

Inscrito no artigo 49.3 da Constituição, esse mecanismo legal permite sua adoção à força, o que pode ser revertido somente se os deputados aprovarem uma moção de censura.

Se for adotada, derrubará o governo liderado pela primeira-ministra Élisabeth Borne, mas não Macron, que chegou a ameaçar dissolver a Assembleia eleita há menos de um ano, em caso de revés de sua reforma.

A oposição precisa do voto de 287 deputados para que a moção de censura avance, algo complicado pela recusa em votar a favor do partido de oposição de direita Os Republicanos (LR), a favor da reforma.

A sigla de extrema-direita de Marine Le Pen, que pretende apresentar sua própria moção, e a frente de esquerda Nupes anunciaram seu apoio à iniciativa do LIOT, que precisaria de cerca de 30 votos do LR.

O partido de direita está dividido, e Pancher aumentou a pressão sobre os cerca de 20 deputados que se negaram a votar a reforma para apoiar a moção.

Segundo as pesquisas, dois em cada três franceses se opõem à lei que prevê adiar a idade da aposentadoria de 62 para 64 anos até 2030 e antecipar para 2027 a exigência de contribuir durante 43 anos, em vez dos atuais 42, para receber o valor integral.

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