CartaExpressa
Cerca de 60% das armas de fogo no Brasil foram recadastradas pela PF, diz Flávio Dino
As armas que não forem registradas dentro do prazo, reforçou o ministro, serão consideradas ilegais e devem ser apreendidas
O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse nesta quarta-feira 15, que aproximadamente 60% das armas de fogo foram recadastradas no sistema da Polícia Federal.
O número corresponde ao programa de regularização do porte de armas de civis, sobretudo caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) — controlado e registrado pelo Exército.
Segundo o levantamento da corporação, 61,4% já foram registrados. O que corresponde a 430 mil do total de 700 mil armas de uso permitido em circulação.
“Não chegaremos a 100%, claro, porque tem fraudador, tem criminoso, quem fez contrabando de arma, vendeu arma para facção criminosa, não vai cadastrar. Eu acredito que vamos ultrapassar 80% das armas cadastradas, esse é nosso objetivo”, afirmou o ministro após cerimônia no Palácio do Planalto.
Dino ainda ressaltou que a falta de cadastro levará a arma à ilegalidade e diante disso, as forças de segurança receberão “comando para apreensão” das armas não cadastradas, e os nomes dos proprietários ilegais serão levados ao Ministério Público para investigação. O prazo final para registro se estende até o final de março.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Biden anuncia novas medidas para controle de armas de fogo nos EUA
Por AFP
A cada quatro horas, uma mulher foi vítima de violência em 2022, aponta estudo
Por CartaCapital
Governo Lula defende ‘reformular’ a Abin após acusação de espionagem sob Bolsonaro
Por CartaCapital


