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MP pede investigação ao TCU sobre espionagem da Abin em celulares

Lucas Rocha Furtado apontou possível desvio de finalidade na operação

MP pede investigação ao TCU sobre espionagem da Abin em celulares
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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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O subprocurador Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, entrou com uma representação em que pede a apuração de irregularidades no âmbito da Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, devido ao uso de um programa secreto para monitorar a localização de pessoas por meio do celular.

O requerimento solicita a investigação do TCU com base em uma matéria do jornal O Globo, publicada nesta terça-feira 14. De acordo com o veículo, a Abin operou o sistema sigiloso durante os três primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro (PL). A ferramenta permitia a vigilância de 10 mil proprietários de celulares a cada 12 meses.

A ferramenta, conhecida como FirtsMile, foi desenvolvida pela empresa israelense Cognyte, que teria sido representada por Caio Cruz, filho do general Carlos Santos Cruz, ex-ministro de Bolsonaro. Para o subprocurador do MPTCU, “a aquisição e a utilização da ferramenta sem qualquer parâmetro legal ou mesmo protocolo de utilização acaba por suscitar questionamentos sobre a violação do direito à privacidade e intimidade“.

Furtado também aponta “flagrante desvio de finalidade” no possível uso de recursos e ferramentas para “atender interesses privados”. A Abin não comentou o caso aos autores da reportagem. No Senado, Jorge Kajuru (PSB-GO) apresentou um requerimento para que o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem seja ouvido.

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