Política
Moraes mantém a prisão preventiva de Roberto Jefferson
O bolsonarista está preso desde outubro de 2022 por descumprir medidas cautelares e receber agentes da Polícia Federal com tiros e granadas
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decidiu manter, nesta terça-feira 24, a prisão preventiva do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB). A análise do caso é protocolar, porque a lei prevê a revisão do mandado de prisão em 90 dias.
Jefferson está preso desde outubro de 2022 por descumprir medidas cautelares impostas pelo STF e receber agentes da Polícia Federal com tiros de fuzil e granadas.
No despacho, Moraes argumenta que a manutenção da prisão é a “única medida razoável, adequada e proporcional para garantia da ordem pública, com a interrupção da prática criminosa reiterada”. O magistrado também citou o armamento encontrado pela PF na casa do bolsonarista.
“A gravíssima conduta do preso por ocasião da efetivação de sua prisão nestes autos revela a necessidade da manutenção da restrição da liberdade, eis que Roberto Jefferson mantinha em casa, mesmo cumprindo medidas cautelares, armamento de elevado potencial ofensivo, além de vultosa quantidade de munições.”
Jefferson cumpria prisão domiciliar em Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro, mas teria de voltar ao presídio por, entre outras razões, proferir ofensas à ministra Cármen Lucia, do STF, nas redes sociais. O uso dos canais era proibido pela Corte.
No dia do cumprimento da ordem de prisão, o ex-deputado recebeu agentes da PF a tiros e granadas. Além de crimes contra Estado Democrático de Direito, ele responde por quatro tentativas de homicídio.
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